Saúde

Casos de tuberculose preocupam militares

Os elevados índices de tuberculose em efectivos das Forças Armadas An-golanas (FAA) é preocupante, sendo esta a terceira causa de morte entre militares, avançou ontem o porta-voz de um encontro de especialistas de saúde.

Fotografia: DR

“O quadro é grave dadas as condições sócio-económicas gerais que também se reflectem nas Forças Armadas, porque a tuberculose constitui hoje a terceira causa de morte nas Forças Armadas”, disse o brigadeiro Luís Braz, em declarações à Rádio Nacional.
Segundo o militar, que, contudo não avançou da-dos, tendo em conta o nú-mero de efectivos no Exér-
cito, a maior incidência é registada neste ramo, dado as características das diferentes unidades e a dispersão do efectivo por todo o território nacional.
Para alterar o quadro, avançou Luís Braz, as FAA estão a criar mecanis-mos para que possam controlar a doença entre os efectivos, sendo uma das estratégias a criação de condições para que os recém-incorporados não estejam contaminados pelo vírus.
“Vamos criar condições para o diagnóstico e tratamento de todos os casos já existentes nas Forças Armadas, e para que todos os candidatos para incorporação não apresentem sinais da tuberculose”, referiu.
Segundo os últimos dados oficiais, referentes ao primeiro trimestre de 2018, Angola registou nesse período mais de 50 mil casos de tuberculose, um significativo aumento quando comparado com todo o ano de 2017, em que foram detectados quase 58 mil, 13 por cento dos quais em menores de 15 anos.
Segundo o Programa Nacional de Controlo da Tuberculose do Ministério da Saúde, a doença representa já a terceira causa de morte no país, superada pela malária e pelos acidentes de viação.
Com vista a reduzir a propagação da doença, o Ministério da Saúde está a expandir a rede de diagnóstico de tuberculose em todos os municípios das 18 províncias do país, adquirir veículos equipados com aparelhos de raio-X e laboratórios de microscopia para diagnosticar a doença entre a população nómada.

JA

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