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Crianças deixam escola de chapas no Lubango

O Presidente da República, João Lourenço, dirigiu pessoalmente ontem, no Lubango, o acto de transferência de dezenas de crianças de três salas de aula precárias feitas de chapa de zinco, no bairro dos Barracões (Lubango), para uma escola definitiva e bem equipada.

Crianças deixam escola de chapas no Lubango
Crianças deixam escola de chapas no Lubango

O gesto do Presidente da República indicou a necessidade de construir escolas para que mais crianças sejam inseridas no sistema de ensino
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

O gesto do Presidente da República indicou a necessidade de construir escolas para que mais crianças sejam inseridas no sistema de ensino.
No termo de uma jornada marcada por inaugurações de infra-estruturas integradas, equipamentos sociais e económicos, João Lourenço, acompanhado da Primeira-Dama, ministra da Educação e governador provincial, testemunhou a inauguração da Escola nº 371, construída em quase um ano, no Bairro dos Barracões, local que dá nome ao estabelecimento.
Na Escola dos Barracões, bairro histórico do Lubango, por ser lá onde se instalaram os primeiros portugueses chegados à cidade, João Lourenço e Ana Dias Lourenço tiraram simbolicamente perto de 60 crianças de uma escola precária para a Escola nº 371, onde doravante passam a estudar.
João Lourenço chegou à sala de aula de chapas de zinco e disse às crianças: “nós viemos aqui para vos tirar desta sala precária feita de chapas. Com o sol, essas chapas aquecem muito. Agora, vamos vos levar à sala que está na escola nova, construída mesmo aqui ao lado”.
Do grupo de mais de 20 crianças, de uma das três salas, a Primeira-Dama escolheu duas mais pequenas para caminhar, de mãos dadas, com o Presidente da República até à escola nova. As demais seguiam atrás. Mas, antes, pediu que as crianças, no curto percurso das salas de chapa às novas, fechassem os olhos. Postos na sala da escola 371, a Primeira-Dama e o Presidente da República trataram de pôr cada uma das crianças nos respectivos assentos.
João Lourenço e a Primeira-Dama pediram a preservação da escola para que outras crianças, no futuro, encontrem as salas em boas condições. Mas, mais do que isso, o casal presidencial pediu que as crianças se dediquem aos estudos e sejam exemplares, enquanto futuro da Nação. “O país agradece”, disse João Lourenço.

Centro de Hemodiálise 

No período da manhã, o Chefe de Estado testemunhou a inauguração, pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, do Centro de Hemodiálise, construído na extensa cave do Hospital Dr. António Agostinho Neto.
O Centro, com capacidade para atender 75 pacientes por dia, conta com 25 poltronas devidamente equipadas para dar resposta à procura, evitando que pacientes com insuficiência renal se desloquem a Benguela.
A ministra da Saúde anunciou a construção de mais quatro centros de hemodiálise nas províncias do Moxico, Cuando Cubango, Cabinda e Bié, uma medida que pretende minimizar o sofrimento dos pacientes que padecem de insuficiência renal e numa altura em que a doença renal crónica consome 10 por cento das despesas cabimentadas para o sector. A construção do centro está inserida no programa de reabilitação do Hospital Central do Lubango, que deve consumir mais de 20 milhões de dólares.

Da Mapunda à Frassinetti

Do centro de Hemodiálise, o Chefe de Estado seguiu para a estrada da Mapunda que, durante muito tempo, esteve em estado avançado de degradação. A estrada sai da fábrica N’gola, passa pelo bairro Hélder Neto e termina no Colégio Paula Frassinetti, agora completamente reabilitado. A via conta agora com uma ponte de 43 metros de comprimento.
No Colégio Frassinetti, João Lourenço foi agraciado com três mensagens e em três línguas: português, inglês e francês. “A família Doroteia vos acolhe com alegria, amor e carinho neste dia tão especial, abençoado por Deus, numa altura em que se inaugura o Complexo Escolar Paula Frassinetti”, leu a aluna Pridance Manuel.
Dom Zacarias Kamuenho, arcebispo emérito do Lubango, disse que “quando o Presidente promete, vê-se que cumpre”, num gesto de agradecimento pela reabilitação do Colégio, com capacidade para 750 estudantes.

JA

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