Saúde

Ordem quer aumento de enfermeiros nas unidades sanitárias

Mil e 117 técnicos de enfermagem entre auxiliares, médios, mestres e licenciados, que a província do Cunene dispõe, são insuficientes para garantir a assistência médica aos pacientes nas unidades sanitárias desta região do sul de Angola.

Ordem quer aumento de enfermeiros nas unidades sanitárias
Ordem quer aumento de enfermeiros nas unidades sanitárias

HOSPITAL GERAL DE ONDJIVA

FOTO: JOSÉ CACHIVA

O presidente da Ordem dos Enfermeiros de Angola, no Cunene (OEA), Eduardo Haiumba, que falava, nesta segunda-feira, à Angop, afirmou que, para o normal funcionamento das instituições, são necessários 105 enfermeiros para um hospital municipal e sete enfermeiros para cada posto de saúde, ao contrário do que se regista acutalmente com uma média de três enfermeiros para cada centro de saúde.

A província, com um universo de um milhão 157 mil e 491 habitantes, conta com 115 unidades sanitárias, entre os quais um Hospital Geral de Ondjiva, sete hospitais municipais e 108 centros e postos de saúde.

“Para melhorar a qualidade de atendimento nos hospitais precisaríamos de mais cinco mil enfermeiros, visto que existem postos nas zonas rurais que funcionam só com um enfermeiro”, precisou o responsável.

Para Eduardo Haiumba, o Executivo angolano deve  realizar concursos de ingresso todos anos e alargar o número de vagas de 49 na área de enfermagem que a província beneficiou no concurso publico de 2018, para 200, para a minimizar as necessidades do sector.

Fez saber que a Escola de Formação Técnica de Saúde de Ondjiva, em funcionamento desde 2012, tem lançado uma média de 60 técnicos médios de enfermagem por ano, mas estes encontram dificuldade no acesso ao emprego por depender apenas de concursos públicos que não são regular.

Quanto as unidades sanitárias, acrescentou que seria  necessário 345 para cobrir a província, mas na sua opinião o Governo só deve construir mais postos caso resolva o problema dos trabalhadores da saúde, que consiste na melhoria salarial.

O presidente da OEA no Cunene sublinhou que outra preocupação prende-se com as condições de trabalho dos enfermeiros, sobretudo os das zonas rurais.

Angop - Agência de Notícias Angola Press

Tags
Mostrar Mais

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back to top button