Saúde

Parteiras tradicionais ganham estatuto de agentes de saúde

O Ministério da Saúde (MINSA) trabalha no sentido de converter, ainda neste ano, as parteiras tradicionais no país em agentes comunitárias de saúde, para garantir partos seguros e sobretudo torna-las elo entre a comunidade e os hospitais.

Parteiras tradicionais ganham estatuto de agentes de saúde
Parteiras tradicionais ganham estatuto de agentes de saúde

JOSÉ MANUEL VIEIRA DIAS DA CUNHA, SECRETÁRIO DE ESTADO PARA A SAÚDE PÚBLICA

FOTO: LINO GUIMARAES

O anúncio é do secretário de Estado para a Saúde Pública, José Manuel Vieira Dias, em declarações à Angop, quando fazia o balanço da visita de trabalho de quatro dias ao Bié, sublinhando que as parteiras tradicionais serão enquadradas nas unidades sanitárias, em regime de contrato.

Sem avançar o número de parteiras tradicionais a serem contempladas, disse apenas que o modelo enquadra-se no Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário (PNDS), que visa reduzir as mortes materno-infantil no país.

José Manuel Vieira Dias mostrou-se ainda optimista pelo facto de o maior número de mulheres grávidas realizar os partos nas maternidades, ao invés do domicílio, onde não há acompanhamento médico.

O responsável anunciou também para este ano a implementação de acções viradas a redução de casos de raiva em Angola, mormente nas regiões centro e sul do país, com a implementação de campanhas de vacinação de animais e de sensibilização aos criadores.

O responsável considerou necessário melhorar o funcionamento do depósito de medicamento, Programa Alargado de Vacinação (PAV) e das áreas de estatística nas unidades hospitalares, considerando ser importante que os dados existentes nos livros de registo sejam reais, para se evitar a distorção dos indicadores.

Realçou ainda a necessidade da utilização dos meios de protecção e biossegurança por parte dos técnicos, para se evitar o contágio de doenças, tendo revelado desnecessário a utilização de luvas para abrir livros e portas nos hospitais.

Apesar de ter constatado irregularidades, o responsável admitiu encontrar bom ambiente nas unidades hospitalares dos municípios do Cuito e Cunhinga, tendo realçado o desempenho positivo dos quadros (médicos, enfermeiros e pessoal de apoio) no exercício das actividades.

Constitui desafios do Ministério do Saúde, segundo ele, trabalhar para o reconhecimento dos profissionais de saúde, que, mesmo com a carência de médicos especializados e outras dificuldades, aceitaram salvar vidas humanas nas comunidades rurais.

A malária, doenças diarreicas e respiratórias agudas, diabetes, infecções de transmissão sexual, enfermidades da pele, Acidente Vascular Celebrar (AVC), anemia, infecções dentárias, são entre as várias patologias tratadas nos hospitais da região.

Com um milhão, 455 mil 255 habitantes, o sector da saúde dispõe de 178 unidades sanitárias, cujos serviços são assegurados por três mil 373 profissionais, sendo 76 médicos nacionais e 64 estrangeiros.

Angop

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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