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Pau de Cabinda proibido na União Europeia

Pau de Cabinda proibido na União Europeia
A venda de Pau de Cabinda passou a ser proibida, a partir desta terça-feira, em todos os países da União Europeia. A decisão foi tomada perante “uma incerteza científica” sobre a segurança do uso da planta. O urologista Nuno Monteiro Pereira ficou “estupefacto” com a proibição, ainda que compreenda “a lógica da decisão”, e teme que passe a haver comercialização “absolutamente descontrolada e ilegal”.

Nativa da África Ocidental, a árvore do Pau de Cabinda é uma exclusividade angolana, já que nos países vizinhos, a planta é conhecida como yohimbe. Em chá, ampolas ou cápsulas, o Pau de Cabinda é utilizado um pouco por todo o mundo devido ao seu alegado potencial afrodisíaco.

A sua venda passou a ser proibida, a partir desta terça-feira, 14 de Maio, em todos os países da União Europeia. A decisão foi tomada perante “uma incerteza científica” sobre a segurança do uso da planta. O urologista Nuno Monteiro Pereira ficou “estupefacto” com a proibição, ainda que compreenda “a lógica da decisão” porque se trata de uma planta “com eficácia mas alguns riscos”.

“Fiquei um bocadinho estupefacto, tenho de o reconhecer. De qualquer modo não deixa de haver alguma lógica na decisão”, contou à RFI o urologista Nuno Monteiro Pereira. O médico argumentou que “sabe-se que [o Pau de Cabinda] tem eficácia, mas é uma eficácia com alguns riscos, sobretudo uma elevação súbita da tensão arterial”. Ou seja, há “riscos particularmente nos homens que já sofrem de hipertensão arterial”, tanto mais que muitos abusam na dose. A forma de controlar é a prescrição médica com doses determinadas e a transmissão de informação sobre os riscos.

Nuno Monteiro Pereira já viu “crises hipertensivas graves depois de tomarem Pau de Cabinda em chá em altas doses” e admite que a sobredosagem pode causar a morte. Porém, o sexólogo teme que a proibição da venda de Pau de Cabinda na Europa provoque uma comercialização “absolutamente descontrolada e ilegal”, por exemplo, através da internet, com a falta de controlo sanitário do próprio produto e a falta de aconselhamento aos consumidores.

Fonte: RFI

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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