Sobe para 13 o número de corpos resgatados numa mina de ouro na Huíla

O número de corpos resgatados numa mina de ouro na Huíla, que esta madrugada desabou na localidade de Tchikuele, no município de Chipindo, província da Huíla, subiu para 13, constatou hoje o Jornal de Angola no local.

Fotografia: Edições Novembro

Os corpos são de garimpeiros ilegais soterrados numa mina artesanal. O resgate está a ser feito pelos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, efectivos da Polícia Nacional (PN) e das Forças Armadas Angolana (FAA).

Hélder Lourenço, administrador do Chipindo, disse que as vítimas foram surpreendidas por um desabamento de terra, quando extraíam ouro em “condições precárias e perigosas”, devido à humidade dos solos.

Garantiu ainda que não há um número exacto de vitímas e que as buscas continuam. Ainda ontem, muito antes da tragédia, a polícia local deteve 15 jovens que tentavam a exploração ilegal de ouro, informou a autoridade.

As áreas com ouro no Chipindo continuam a ser local preferido de populares saídos do Huambo, Bié, Uíge e Huíla, para tentar a sorte. No quadro da “Operação Transparência”, em curso no país, na Huíla e no município de Chipindo, Hélder Lourenço visitou, em Fevereiro deste ano, a região de Tchikuele, tida como reserva de ouro na região.

Na ocasião, o administrador municipal foi surpreendido com um aglomerado de pessoas oriunda de Caconda, Cuvango, província da Huíla e das províncias do Bié, Huambo e Uíge, que tentava explorar ouro na localidade. O governante sensibilizou os presentes a abandonarem o local, por estarem a incorrer na prática de crime punível por lei.

JA.

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