Sociedade

50 embarcações asseguram “Operação Transparência” no mar

Cerca de 50 embarcações de vários tipos e cinco meios aéreos, sendo três de asa fixa e dois de asa rotativa estão disponíveis, para assegurar a “Operação Transparência” no mar, lançada ontem, em Luanda.

Fotografia: José Cola |Edições Novembro

O porta-voz da operação, comissário António Bernardo, disse a imprensa que estes meios vão apoiar a actividade no mar e garantir maior segurança. O barco que vai fiscalizar as operações, acrescentou, vai contar com 43 tripulantes e conta com um hospital com capacidade de internamento de 12 pacientes, uma morgue e uma placa para pouso de helicópteros.

Os meios aéreos estão capacitados para busca e salvamento com capacidade para três macas. O objectivo desta operação no mar é de combater a imigração ilegal, tráfico de drogas e de seres humanos, comércio ilegal, transbordo ilegal de combustível, expatriamento ilegal de moeda nacional e estrangeira, bem como a pirataria marítima.

Para o combate ao crime no mar, a “Operação Transparência” foi dividida em quatro grupos. A Zona A tem como posto de comando o município do Soyo e integra Cabinda e Nzeto. A Zona B, com o posto de comando em Luanda, integra Cabo Ledo e parte de Porto Amboim. O Lobito terá o posto de comando da Zona C, que compreende também toda a costa que vai do município de Porto Amboim (província do Cuanza-Sul), passa por Baía Farta (Benguela) até  Lucira (Namibe). A Zona D, com o posto de comando instalado no Namibe, integra ainda Lucira e a Baía dos Tigres.

Nesta operação estão integradas todas as forças constituintes do sistema de segurança nacional e também forças ligadas às instituições que têm responsabilidade no mar.Entre essas instituições destacam-se as capitanias, o Instituto Marítimo Portuário de Angola, o Serviço Nacional de Fiscalização de Pescas e da Aquicultura do Ministério das Pescas e o Serviço Nacional de Fiscalização do Ambiente. O porta-voz da operação afirmou que o mar também tem sido utilizado por algumas forças negativas na navegação de embarcações não licenciadas que desenvolvem actividade sem qualquer tipo de tributação fiscal.

Para o comissário da Polícia Nacional as principais infracções que acontecem na costa angolana estão relacionadas com crimes económicos, ambientais e pesca ilegal. “Violam em permanência as nossas fronteiras, navegam de forma ilegal nos nossos mares e queremos pôr fim a estas situações”, afirmou, lembrando que o país tem interesses muitos fortes no mar. “Angola é produtora de petróleo e as plataformas constituídas nas várias regiões do país e dentro das nossas águas territoriais também têm de ser bem defendidas”, sublinhou.

“Todos estes órgãos estarão permanentemente atentos ao primeiro sinal do centro de coordenação e operações da Marinha de Guerra Angolana onde estão instalados os equipamentos de monitorização e fiscalização no mar e partirmos para a detenção e neutralização de qualquer anomalia criminal ou de outra qualquer que se registe na jurisdição”, avançou António Bernardo.

A ideia, segundo o comissário, é desenvolver um maior número de operações e de actividades ininterruptas e favoráveis na zona de jurisdição marítima nacional a favor de Angola. Para tal, acrescentou, vão ser desenvolvidas acções que apontam para a redução de todo o tipo de se quer organizar. Numa primeira fase, a “Operação Transparência” no mar vai durar 180 dias.

Cabinda e Zaire

O porta-voz da “Operação Transparência” afirmou que em Cabinda e no Zaire regista-se um grande movimento de actos comerciais ilegais, que vão desde o açambarcamento de combustíveis, à tentativa de expatriamento de moeda nacional, migra-ção ilegal em grande escala, pesca por arrastão e grandes quantidades de navios a pescar sem o controlo do organismo coordenador.
Apesar da situação em Cabinda e no Zaire, o comissário da Polícia admitiu que todas as zonas do país inspiram cuidado, pois verificam-se actos atentatórios à economia e segurança. Informou que, para a “Operação Transparência” no mar, estão disponíveis 50 embarcações e meios aéreos. Estes meios vão apoiar a actividade no mar e garantir maior segurança. O barco que vai fiscalizar as operações conta com um hospital para 12 pacientes.

JA

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