Sociedade

Atendidos mais de 50 casos de violência doméstica em dois meses

Cinquenta e duas vítimas de violência doméstica foram atendidas durante os meses de Janeiro a Fevereiro do ano em curso pelo Gabinete Provincial do Namibe da Acção Social, Família e Igualdade do Género, destacando-se 23 casos de abandono familiar, afirmou segunda-feira, a sua responsável, Maria Natália de Carvalho.

Maria Natália de Carvalho, que justificou ter havido uma redução de 16  casos em relação ao igual período anterior, avançou que, o mês de Fevereiro foi o mais problemático, com o registo de 21 casos de violência doméstica, 23 de abandono familiar, 18 de violência psicológica e os restantes 11 de fuga a paternidade, violência verbal e não prestação de alimentos.

A responsável  disse, em Janeiro último, o centro de atendimento do sector registou apenas 15 casos, destes, 12 foram de violência física e que mereceram o encaminhamento para fórum judicial para o devido tratamento, e três pela não prestação de alimentos, sendo como o bairro mais alvo nas acções delituosas, o 5 de Abril , cujos agressores a maioria funcionários públicos, com as idades compreendidas entre 22 a 50 anos.

Para inverter o actual quadro, a responsável esclareceu que o sector tem desenvolvimento acções em parcerias com instituições religiosas e associações da sociedade civil, encontros municipais e comunais, palestras de forma sistemática e visitas domiciliárias de acompanhamento às vítimas, incluindo actuações persuasivas aos demais membros das famílias focada na problemática da violência doméstica.

Para melhor convivência no seio das famílias defendeu maior coesão, unidade e o permanente diálogo das famílias, como forma de se distanciarem de conflitos que proporcionam hostilidades, como a violência física, sexual, abandono familiar e consequentemente a fuga a paternidade, entre outros males.

Fez saber ainda que, centenas de mulheres têm manifestado o seu interesse em combater esse mal com as denúncias aos postos policiais, do qual são as principais vítimas, denunciando os agressores às autoridades competentes.

Angop

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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