Comandante da escolta presidencial rejeita passar a reforma

O segundo comandante da Unidade de Segurança Presidente (USP), coronel Domingos André Caimesse, 62 anos, recusou acolher a um despacho do Chefe da Casa Militar (07751/OFC/GAB.DIR/MECCSPR/2018) que o orienta a sua reforma por limite de idade, em obediência a lei das carreiras militares das Forças Armadas Angolanas (FAA).

Fonte: Club-k.net

Em violação a lei das carreiras militares 

No passado dia 23 de Outubro de 2018, a Secretaria para o Pessoal e Quadros da Casa de Segurança, chefiada pelo brigadeiro Angelino Domingos Vieira fez sair uma lista oficial contendo o nome de 37 oficias da USP que deveriam passar a reforma e abandonar os seus postos de trabalho. De todos os abrangidos, o coronel Domingos André Caimesse foi o único que não passou cumpriu com a orientação, violando a lei da carreira militar.

De acordo com o que apurou o Club-K, o não acatamento de passagem a reforma por parte de Domingos André Caimesse está a ser apadrinhada pelo comandante da USP, tenente-general José João “Mawa” que a 11 de Fevereiro escreveu ao Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança, Pedro Sebastião avisando que o seu colega não vai para a casa por ser “indispensável a sua promoção ao grau militar de brigadeiro, sustentando a função que desempenha, tendo em atenção ao pedido formulado de um tempo a esta parte”.

Segundo pesquisas, a lei das carreiras militares determinam que os coronéis devem ser reformados assim que atingirem os 62 anos de idade, enquanto que os generais aos 65.

O General “Mawa” entende que para salvar o colega a solução pode passar pela promoção ao grau militar de brigadeiro. Porém, segundo alertas, as reformas por limites de idade, é em função da patente e não necessariamente pelo cargo que ocupa.

O coronel Domingos André Caimesse ocupa este cargo desde 12 de Junho de 2018, por conta do falecimento do então segundo comandante da USP, brigadeiro Francisco Kubanza. Na altura, Caimesse desempenhava as funções de chefe da repartição de logística desta Unidade de Segurança. Conduziu a logística da USP durante 20 anos. Há informações de que tera sido neste período passou a partilhar negócios com o general José João “Mawa”, razão pela qual está agora a ser defendido para não ir para a reforma.

Segundo apurou o Club-K, o ministro chefe da casa de segurança, Pedro Sebastião aceitou o pedido feito pelo tenente -general José João “Mawa” para que o coronel Domingos André Caimesse não se reforme, violando assim, a lei das carreiras militares. Numa reunião com os militares, desta unidade, estes terão questionado a “Mawa” se o coronel Domingos André Caimesse era mais que a lei.

O assunto está a provocar sentimento de injustiça/descontentamento entre os oficias desta unidade militar apoiados na tese de que “o coronel Domingos Caimesse com 62 anos de idade não foi para a reforma mas, os que tinham a mesma patente (coronel) não foram.

Referindo se a teoria “Um peso, duas medidas”, há registro de posicionamento questionando “como o antigo Chefe de Estado maior da USP, Brigadeiro Lenguluka aceitou ir a reforma por limite de idade, e o coronel Domingos André Caimesse, de patente inferior se recusa”.

A Unidade de Segurança do Presidente (USP) é a estrutura que protege o primeiro anel de segurança do Presidente da República. Segundo esclarecimentos “Os pedidos para patentear os militares da USP não são, nunca aceite pelo Chefe da Casa de Segurança ”, lembrando que é também a única unidade que tem soldados com mais de 30 anos de serviço sem serem patenteados.

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