Sociedade

Crianças aconselhadas a evitar perfis estranhos na internet

CONCEIÇÃO NHANGA

Os alunos da escola Ngola Kiluanje, em Luanda, foram orientadas a redobrarem a vigilância no uso das redes sociais, sob o risco de serem levadas à prostituição e ao tráfico de menores.

Crianças aconselhadas a evitar perfis estranhos na internet
Crianças aconselhadas a evitar perfis estranhos na internet

PALESTRANTE CONCEIÇÃO NHANGA

FOTO: GASPAR DOS SANTOS

O apelo foi feito pela chefe de departamento de combate a violência contra a mulher e criança do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Conceição Nhanga, durante uma palestra sobre violência contra crianças, realizada pelo Instituto Nacional da Criança (INAC) em alusão ao 4 de Junho, Dia Mundial Contra a Agressão Infantil.

Segunda ela, é preciso que as crianças estejam atentas e não acedam a perfis com imagens de carros e fotos estranhas, para não serem iludidas e caírem na rede de adultos que se aproveitam dos menores para prostituição e tráfico humano.

A responsável apelou aos pais a verificarem o histórico de navegação porque muitos adultos se aproveitam das redes sociais para praticar violência às crianças.

Por outro lado, Conceição Nhanga pediu aos participantes que sejam bem comportadas em casa, na escola e em qualquer outro lugar.

Na sua explanação falou sobre os tipos de violência, as suas consequências e os perfis dos agressores, que em muitos casos são os da própria família.

Salientou que a violência contra a criança é um assunto difícil de ser abordado e que Angola ainda tem muito que fazer para a mudança de mentalidade em relação aos direitos dos menores.

Dados do INAC indicam que, em 2018, Angola registou quatro mil e 475 casos de violência contra menores, metade dos quais referente à fuga à paternidade, violência física, sexual, raptos, abandono e trabalho infantil.

De Janeiro a Maio deste ano, foram perto de mil casos de violência contra a criança.

Em saudação ao 4 de Junho, a comunicação social realizará uma marcha de repúdio no sábado 8 em solidariedade a menina Elizandra Augiusto, que foi vítima de maus tratos por uma suposta inspectora da Polícia Nacional.

A data remete a uma reflexão sobre as crianças maltratadas e violentadas.

Este dia relembra todas as vítimas infantis de agressão e chama a atenção para a necessidade de protecção e de educação das crianças que se encontram numa fase frágil, de construção de mentalidade, carácter e de valores.

Angop

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