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Governo quer transformar potencial da Catumbela em riqueza

Catumbela - O administrador municipal da Catumbela, Julião Almeida, afirmou hoje, ser objectivo das autoridades transformar as potencialidades agro-industriais do município da Catumbela em riqueza, como forma de garantir o bem-estar para os mais de 200 mil habitantes daquela circunscrição da província de Benguela.

Em entrevista à Angop, na sequência do oitavo aniversário do município da Catumbela, assinalado a 05 do corrente, Julião Almeida falou sobre os desafios actuais e defendeu que a região tem grande potencial para se destacar na agricultura e na indústria, daí a pretensão de desenvolver essas áreas para a geração de renda para as populações.

O administrador municipal caracteriza a população como fortemente activa no sector agrícola, o que, a seu ver, dá “alguma esperança” de que a localidade vai conseguir atingir níveis de produção alimentar satisfatórios, bastando, para tal, apoiar mais as famílias camponesas.

Sublinhando como a actual conjuntura tem imposto limitações orçamentais ao país, o responsável explicou, sem, porém, dar detalhes, que será necessário atrair investimentos para dar uma rentabilidade maior ao sector agrícola e industrial e, com isso, repor os postos de trabalho.

Para além do clima favorável, o rio Catumbela, que dá nome ao município, forma recursos hídricos que alimentam vastas terras férteis, onde predomina a produção do milho, batata rena, batata-doce, banana, mandioca, feijão, tomate, cebola, cenoura, pepino couve, repolho.

Razão que leva o administrador a desafiar a juventude a olhar “com espírito de empreendedorismo” para a agricultura, para contornar a crescente “onda” de desemprego a que se assiste nos últimos tempos na região, devido à descapitalização de muitas empresas, instaladas no Pólo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela, vulgo PDIC.

Contudo, lembra que boa parte das empresas privadas do PDIC, na sua maioria do ramo da construção civil, bebidas, agro-indústria e metalúrgicas, não resistiram à crise e acabaram por fechar, resultando em despedimentos de trabalhadores, principalmente jovens.

É nesse contexto que o edil também se mostra apreensivo com a situação actual da cervejeira Soba Catumbela, receando mesmo que as dificuldades que aquela “grande empresa” atravessa talvez poderão vir a causar mais despedimentos de funcionários.

Lamentando que a crise tenha prejudicado o funcionamento destas empresas, Julião Almeida pensa, por exemplo, que, se o PDIC estivesse a funcionar a 100 porcento, haveria muitos postos de trabalho garantidos para o bem-estar das famílias na Catumbela.

Não fosse a crise, como garante o administrador, as unidades de produção instaladas no local até poderiam funcionar com regularidade, já que o PDIC tem acesso à energia da rede através de um Posto de Transformação instalado no local, bem como à água.

Dado o crescimento demográfico e desenvolvimento registado nos últimos anos, Catumbela, anteriormente uma comuna, foi desanexada, em 2010, da tutela administrativa do município do Lobito e elevada à categoria de município, em 5 de Outubro de 2011, no quadro da nova divisão administrativa do país.

Mas como vila, Catumbela conta já com 114 anos de história, desde que ascendeu a esta categoria, em 5 de Junho de 1905.

Paralelamente às festas dedicadas ao 5 de Outubro, data da institucionalização da municipalidade, as autoridades administrativas, tradicionais e a população preservam a história secular da Catumbela e, por isso, comemoram o 5 de Junho com grande júbilo.

Administrativamente, este mais recente município da província de Benguela, por sinal, o 10º, compreende quatro comunas, a saber Catumbela, a sede, Praia do Bebé, Gama e Biópio.

O termo Catumbela é originário do nome de uma antiga entidade tradicional, o soba Quitumbela.

Actualmente, vivem na Catumbela mais de 200 mil habitantes que têm na agricultura, pesca, pecuária e indústria as suas principais actividades.

A professora Alice Filomena Pascoal, quadro do Ministério da Educação na província de Benguela, tinha sido nomeada, em 2011, pelo antigo governador de Benguela, Armando da Cruz Neto, como primeira administradora do município da Catumbela.

Em Outubro de 2017, foi substituída por Julião Almeida

Angop

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Bernardo Seculo

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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