Sociedade

JES: A batalha de cuito cuanavale e o fogo de um herói que foi apagado pelo novo governo – João Hungulo

A falta de honra e dignidade aos nossos dias, soma – se ao esquecimento, nos discursos, no respeito, na dignidade à estes. O crescimento pelo desrespeito aos heróis, e pela cultura da história está já colocado às ruas, o menosprezo crescente aos heróis, e que muitos consideram impune (lembro – me de que não se fala de José Eduardo dos Santos, nem nos discursos, nem nos papeis, quando se fala de Cuito Cuanavale no dia 23 de Março), o clima de medo de qualquer cidadão que povoa, a cidade, o bairro ou a aldeia, sente em falar dos feitos de José Eduardo dos Santos, como um verdadeiro herói da Batalha do Cuito Cuanavale, está aos extremos, será que querem recordam o heróis quando estiver ausente no mundo dos vivos? Não se fale dele no dia 23 de Março, os discursos, as comemorações, não colocaram o heróis na causa da história das FAPLAS, nem da ligação ango – cuba, sobre as SADF.

Fonte: Club-k.net

É incrível a ingratidão do homem angolano, quase que agiganta – se à dimensão de uma montanha, ninguém se recorda de quem faz esforços do tamanho do mundo para salvar nações, como o fez, José Eduardo dos Santos ao sacrificar a sua vida em memória de África Austral, parece que agora o herói é o soldado, mas o ditado é claro: “Alexandre o grande, o mais temível rei da história, e um dos mais estrategas, afirmava, não tenho medo de um exército de leões dirigidos por uma ovelha, tenho medo de um exército de ovelhas dirigido por um leão, este adágio quer significar, que se uma igreja de santos for dirigida por um tirano, esta tornar – se – á tirana num abrir e fechar de olhos, outrossim, se uma igreja de tiranos for dirigida por um santo, esta tornar – se – á santificada com o tempo, porque os tiranos deixarão de ser tiranos e se converterão, aqui, é no líder que recai a vitória ou derrota do exército e nunca o contrário.”

Não são os soldados que ganham a guerra, é José Eduardo dos Santos o grande herói da Batalha de Cuito Cuanavale, diz – se em ciências de guerra, não existem bons ou maus soldados, só existem bons e maus comandantes. Afadiga – se o Estado angolano em fazer valer o seu poder enrugado no esquecimento absoluto do nome de José Eduardo dos Santos. José Eduardo dos Santos é o maior ícone da história da humanidade que inundou África Austral, através da vitória que deu liberdade aos povos desta vasta região de África Austral. Quase que, passou a ser proibido falar dos feitos de José Eduardo dos Santos, por fazerem sobre o novo governo que no egoísmo acha – se superior a tudo, até à ponto de menosprezar os feitos de um herói do tamanho do mundo. Não se concebe que aquele que tenha de dar tudo, para dar à entender ao mundo de que Angola é um País livre do cântico das armas, seja esquecido num abrir e fechar de olhos. As instâncias do novo governo angolano, não sabem curar o desprezo ao herói da Batalha do Cuito Cuanavale, e dão esse título à um soldado desconhecido, que morreu sem ninguém saber, porém, sabe – se, que, a guerra não termina quando morre o soldado, termina quando morre o alto – comandante (Comandante em Chefe) e não houver quem o possa substituir, e, esteja disposto para tal causa, José Eduardo dos Santos, é e será para sempre o factor decisivo da paz em África Austral.

O novo Governo vai edificando uma sociedade do esquecimento dos heróis, de massa cinzenta amolecida pela técnica, subjugada pelo consumismo, vazia pelo niilismo que sucedeu à traição dos políticos vendedores de carácter, e fornecedores de infernos, e que já germinava no triste bem pensamento de alguns políticos pedantes e afundados, uma sociedade violenta e de violência gratuita, em que o ódio à José Eduardo dos Santos se esconde numa capa de políticos tecnocratas do desprezo bronco. Não é de excluir perseguições concretas aos que são próximos à José Eduardo dos Santos, e a todos quando enaltecem os seus feitos heróicos que já ultrapassaram as fronteiras do panafricanismo e da angolanidade. Um Estado assim, sem alma, sem querer enaltecer heróis, não pode ter virtudes, não pode ter dignidade, não pode ter cultura, não pode ter valores, não pode ter patriotismo. É a tal selva de cimento e aço, e vidro que tristemente acabará por nem sequer clausurar os homens, porque quiçá conseguirá domesticá – lo em ovelhas, mansos robots das ruas, ou selvagens animais das redes sociais, que maculam os feitos de um herói como se fossem capazes de realizar uma nação saciada de problemas impossíveis, no limite, não dará satisfação à ninguém, morrem os heróis e enterram – se com seus ossos, mas a história nunca morrerá, e José Eduardo dos Santos permanecerá vivo no museu da história, em filmes, músicas, danças, poemas, discursos, livros, estátuas, infra – estruturas, modas, brincadeiras, ruas, cidades, universidades, como o verdadeiro “Pai da Libertação de África Austral”.

O Estado moderno, prega o esquecimento nos seus discursos anti – patrióticos, que somente se recordam de soldados desconhecidos e esquecem – se do Alto Comandante em Chefe, do patriota e seus grandes feitos, o Estado, tornou – se gigante no esquecimento dos feitos do “Bom Patriota”, até seus filhos os persegue, e os intitula até de traidores da Pátria e marimbondos, consumiu a demofilia do “Bom Patriota”, muitas vezes transforma o Bom Patriota em títere. A política de recordação dos feitos alheios, é quase sempre sinal de grande ponderação.

A arte do génio verdadeiro (José Eduardo dos Santos) da batalha de Cuito Cuanavale, não é recuperada pela cultura, como o grande ícone da libertação de África Austral. O herói ficou guardado no armário da história, e somam – se aos seus esforços os desvalidos sinais de desprezo do novo Estado, para ser não precisa de museu da recordação de heróis que só valem quando morrem, ao passo que quando vivos são transformados em oco, completamente negligenciados pelo Estado: basta a honra e a lembrança de seu papel na batalha que cursou com o fim do regime racista de África do Sul, dando a independência de Namíbia, do Zimbábue e a libertação de Nelson Mandela. Fabricam – se intrigas contra o patriota à adorar. O Jornal de Angola é hoje também a feira das vaidades, e muitas grandes exposições são procissões do rebanho na nova adoração à João Lourenço, esqueceram – se do herói da Batalha que deu a libertar África Austral e pôs fim ao regime racista do Apartheid.

Ninguém percebe nada desta nova ladainha bárbara do Jornal de Angola, mas o ritual parece grandioso. A pobreza moral deste jornal, parece estar acima da riqueza intelectual em Angola, pobre, mas pobre ainda a educação que não educa a ninguém, lado a lado com bugiganga para épater le bourgeois, pedidos apreciadores, entre a multidão de profanadores. E no meio de todo esse esquecimento do homem herói de José Eduardo dos Santos, ainda há quem tenha coragem de construir mediadores culturais que procuram edificar pontes, pontes genuínas para depreciar o herói, e enaltecer o novo homem do leme, etc. Mas o papel de José Eduardo dos Santos é difícil, e não suficientemente reconhecido ou considerado pelo Governo do General João Lourenço, basta que os factos falem como são perseguidos e menosprezados os seus filhos Isabel dos Santos, das mais temíveis génias do empreendedorismo africano, quase que foi desfeita pelo Novo Governo, e é perseguida por Saturnino (PCA da Sonangol) como se Saturnino fizesse alguma coisa que sirva para a nação angolana, ao passo que este homem não passa de um vil cidadão, que nada colocou como pedras nos alicerces de Angola, como o fez Isabel dos Santos ao empregar milhares de angolanos, Zeno dos Santo, a alma gémea de José Eduardo dos Santos, foi preso num processo que nunca merecia ser preso, aliás, bastava uma prisão domiciliar, a ira do Novo Governo superou a raiva de titãs como Aquiles da Grécia e Heitor de Troya, e por fim Tchizé dos Santos, todos estes e mais outros tantos, que lhe eram fiél que juraram nunca o traírem, sentiram todos os males e mais alguma coisa, sob efeito do pão amargo cozido sem sal pelo novo governo que dirige Angola.

O novo governo gere de forma caótica a imagem de José Eduardo dos Santos, a começar pela poluição de sua história, o esgotamento de sua trajectória histórica, a degradação do seu património heróico no Cuito Cuanavale e não só, não se acha uma única vírgula para recordar o papel de José Eduardo dos Santos nos discursos do Estado angolano, novos mitos, são álibi para todos, os atropelos e extorsões e pratica – se frequentemente uma política de descarada mentira com relação a memória do País e os feitos de José Eduardo dos Santos. Angustiosamente pouco há que tenha coragem de chamar pelo nome às estrelas. Meias tintas, primeiro pelo oportunismo, depois já pelo medo. E, pelo contrário, muitas das vezes, os que têm coragem são intitulados de bajuladores por recordarem os feitos do herói e seu grande contributo patriótico.

A política e o discurso político, sobretudo o discurso do imediatismo político, nunca tiveram muita mentira, mas agora, exagera – se a um ponto de um oceano, não se recordam de José Eduardo dos Santos, ainda o intitulam de culpado de todo mal que hoje impera no País. Talvez até nem seja coragem de mudar o curso do País, mas apenas desespero por não haver soluções aos problemas que os esperam dia – pois – dia. Os políticos modernos negam os factos mais notórios que realizaram Angola.

O que é curioso, no meio disso tudo, é o paradoxo do Estado activo, intervencionista e proteccionista ter parecido ser aquele em que mais desabrocha as flores selvagens e canibais a incultura dos feitos de José Eduardo dos Santos, do suicídio da imagem de José Eduardo dos Santos, da solidão da memória de José Eduardo dos Santos, da angústia, ou da apatia aos tantos feitos de José Eduardo dos Santos. Durante esse tempo, procura – se um antídoto violento contra a anarquia do Estado que prega o desvalido em nome de um passado heróico, e do trans – estado moderno, da organização e das trans – organizações dos nossos dias. Tal seria o grito aflitivo da história, e não encontra a memória de um homem que deu tudo, e, até esbarrigou os contornos de seu passado feito com letras de sangue sacrificado que simbolizaram uma cultura de sacrifício na Batalha do Cuito Cuanavale.

 

HAJA LUZES SOBRE AS TREVAS!

 

JOÃO HUNGULO: MD, JURISTA, PESQUISADOR E ESCRITOR.

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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