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Lentidão nos processos facilita excesso de prisão

O secretário de Estado do Ministério do Interior, José Bamóquina Zau, afirmou ontem, em Caxito (Bengo), que a falta de celeridade dos tribunais no julgamento de processos está na base do excesso de prisão preventiva nas cadeias do país.

José Bamóquina Zau, que falava à margem do lançamento do projecto “Suavi-Caboxa”, fez saber que a nível nacional os serviços prisionais controlam cerca de duas mil pessoas em prisão preventiva.
O responsável disse ser necessário que os tribunais julguem estes casos para reduzir o número excessivo de prisão preventiva.
No Bengo, o Serviço Penitenciário da Caboxa, no município do Dande, deve aumentar o cultivo de terras, com a entrega de imputs agrícolas pelo secretário de Estado do Interior.
José Bamóquina Zau entregou um tractor, com as respectivas alfaias, uma motobomba, 50 sacos de fertilizantes diversos, sementes, instrumentos agrícolas (catanas e enxadas) e outros meios para o incremento da produção.
O director do estabelecimento penitenciário da Caboxa, subcomissário António Correia Moço, disse que há muito que o centro de produção agrícola da unidade prisional clamava por meios para aumentar a produção.
Inaugurado em 2010, o estabelecimento penitenciário da Caboxa tem capacidade de internar 1.062 reclusos. A cadeia tem uma área de 84 hectares para a agricultura.

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