Sociedade

Moradores do Sequele pedem antigo o retorno rodoviário

“É desgastante fazer este percurso todos os dias.” O lamento de Carla Tavares reflecte o estado de aborrecimento dos moradores da cidade do Sequele, manifestado diariamente.

Moradores do Sequele pedem antigo o retorno rodoviário
Moradores do Sequele pedem antigo o retorno rodoviário

Um dos edifícios da Centralidade do Sequele, habitado há mais de quatro anos
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

A abertura, há mais de um ano, de um novo retorno rodoviário, que substituiu o que estava junto à entrada da cidade do Sequele, é a causa do descontentamento dos moradores da nova urbanização do município de Cacuaco.
Os automobilistas que se deslocam à cidade do Sequele percorrem, no sentido Cacuaco-Benfica, cerca de cinco quilómetros, a partir do antigo retorno, para chegar ao novo, fazendo depois, na outra faixa de rodagem, a mesma distância até à entrada da via de oito quilómetros que dá acesso à cidade do Sequele.
A abertura do novo retorno e o encerramento do anterior ocorreram por altura da reabilitação profunda da Avenida Fidel Castro, há mais de um ano, trabalho de execução central e acompanhado pelo Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA).
As vozes que se manifestam contra a decisão do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) de abertura de um novo retorno aumentam a cada dia e algumas são de pessoas que não são residentes da cidade do Sequele.
Uma das vozes é do engenheiro António Venâncio, que, por via das redes sociais, sobretudo, do Facebook, tem-se manifestado contra a existência do novo retorno, que considera “inconcebível”para a engenharia de tráfego rodoviário.
“Por erro de projecto ou de construção, quem vem de Cacuaco e pretende entrar na cidade do Sequele tem de dirigir-se em direcção à Viana, descrevendo um retorno inconcebível para a engenharia de tráfego, numa longa distância de vários quilómetros”, lamenta o engenheiro, num dos primeiros textos que “postou” sobre o assunto.
António Venâncio tem apelado à intervenção do actual governador da província de Luanda, Sérgio Luther Rescova, a quem pede que intervenha na rectificação do erro, para que os utentes da via poupem o tempo precioso, encurtando distâncias e preservando as suas viaturas.
A economia de combustível é também mencionada por António Venâncio, na defesa que faz para o regresso do antigo retorno, que estava junto à via que dá acesso à cidade do Sequele.
“O erro da entrada para o Sequele pelo lado norte é imperdoável, prejudica a economia e envergonha a classe dos engenheiros angolanos”, afirmou António Venâncio, um engenheiro civil bastante interventivo nas redes sociais.
O Jornal de Angola soube ontem de uma fonte da Administração Municipal de Cacuaco que o “assunto está a merecer tratamento” e confirmou a recepção, pela Administração do Distrito Urbano do Sequele, de uma carta subscrita por moradores, há mais de um ano.
A recepção da carta deu origem ao envio de um documento para o Instituto Nacional de Estradas de Angola, a quem é pedido para encontrar tecnicamente uma alternativa, que satisfaça os interesses dos moradores da cidade do Sequele.
Ontem, um técnico do INEA disse, num contacto telefónico, ser do seu conhecimento o descontentamento dos moradores, mas evitou avançar alguma informação, por precisar de uma autorização, o que pode vir a acontecer nos próximos dias.

JA

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