CrimeSociedade

PGR investiga desvios de fundos do Estado

O procurador-geral da República, Hélder Pitta Groz, garantiu ontem, em Luanda, que a instituição está a investigar o caso em que o Estado angolano foi lesado em mais de 4,7 mil milhões de dólares com investimentos privados feitos com fundos públicos.

PGR investiga desvios de fundos do Estado
                         PGR investiga desvios de fundos do Estado

Hélder Pitta Groz procedeu à abertura da “Semana da legalidade”
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

Hélder Pitta Groz, que falava à imprensa no final da cerimónia de abertura da “Semana da legalidade”, disse que a PGR está a recolher toda a documentação necessária para depois chamar os cidadãos envolvidos no desvio do dinheiro do Estado.
“Quando se chegou à conclusão que havia utilização irregular desses recursos, identificaram-se logo algumas pessoas, mas é necessário que tenhamos toda a documentação e ouvi-los sobre a situação”, disse Hélder Pitta Groz, que acredita que alguns processos que estão a ser investigados terão uma solução rápida.
“Os processos não são iguais. Alguns casos podem ter uma solução mais rápida e pode acontecer que alguns casos possam não seguir a via judicial. Os processos em posse da PGR continuam a correr a sua tramitação normal”, afirmou o procurador-geral da República.
Hélder Pitta Groz indicou que em 40 anos, a PGR procurou afirmar-se, realizando as suas competências constitucionais, embora nem tudo tem sido fácil.“Tem havido muitos obstáculos, dentro e fora da PGR, mas temos conseguido vencê-los com muito empenho”, disse.
O procurador-geral reconheceu que nem sempre as acções da PGR agradam a todos. “Mas vamos procurar ter sempre em conta que a nossa actividade é servir e temos procurado servir da melhor forma possível”, disse.
Hélder Pitta Groz prometeu unir todos os procuradores para que se identifiquem com os ideais que a instituiçãodefende. O procurador-geral da República garantiu que vai trabalhar para que a instituição tenha uma equipa coesa e dialogante. “Temos de despir-nos de alguns preconceitos e procurarmos ser uma equipa em que todos temos de dar um contributo determinante”.
Para o procurador-geral, a criação dos tribunais de Comarca é uma forma de a Justiça estar mais próxima do cidadão.
Hélder Pitta Groz prometeu dar o seu melhor para que esta aproximação entre magistrados e os cidadãos seja concreta e real. “Será uma conjugação de esforços de todos os órgãos que intervêm na administração da Justiça”, disse.

Experiência moçambicana

A procuradora-adjunta de Moçambique, Lúcia Amaral, falou no encontro do papel dos órgãos de Justiça na implementação das autarquias locais. A magistrada disse que o processo de implementação das autarquias é irreversível, quer em Moçambique, quer em Angola, e constitui um meio de aprofundamento e consolidação da democracia. A magistrada aproveitou a ocasião para agradecer o apoio de Angola aos sinistrados do ciclone “Idai”.
A representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Denise António, reiterou o compromisso da instituição em continuar a colaborar com a PGR, sobretudo na área da capacitação no domínio da extradição, prevenção e combate à corrupção.

Tags
Mostrar Mais

Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back to top button