Sociedade

Polícia está no encalço de grupo de burladores

O Ministério do Interior denunciou a existência, na província da Lunda Sul, de uma rede de indivíduos que recebe dinheiro de cidadãos com a falsa promessa de garantir  o ingresso na corporação no próximo ano.

Delegado do Ministério do Interior na província da Lunda Sul Aristófanes dos Santos apresentou em conferência de imprensa os desafios da Polícia
Fotografia: Domingos Cadência | Edições Novembro

A denúncia foi feita pelo delegado provincial da Lunda-Sul do Ministério do Interior, Aristófanes Cardoso dos Santos, que apelou à vigilância dos cidadãos contra esta rede de criminosos.
Aristófanes Cardoso dos Santos, que falava em conferência de imprensa, garantiu que a Polícia já trabalha para identificar os integrantes desta rede denunciada por munícipes de Saurimo que já foram vítimas de burla por defraudação.
Sobre o papel da Polícia Nacional na segurança durante a quadra festiva, o oficial superior da Polícia Nacional explicou que estão preparados  300 mil efectivos  da Ordem Pública, dos Serviços de Investigação Criminal, Protecção Civil e Bombeiros, Penitenciários e de Migração e Estrangeiros.
“A situação da segurança pública no território operacional da província é considerada estável por não haver registo de grandes crimes”, disse, para acrescentar que os crimes mais frequentes são os de ofensas corporais, furtos e roubos.
Aristófanes Cardoso dos Santos informou que são notificados diariamente de dois a três crimes desta natureza na província.

Armas de fogo
O comandante provincial do Zaire da Polícia Nacional, Manuel Gouveia, condenou ontem, em Mbanza Kongo, casos de uso desproporcional de armas de fogo por efectivos da corporação em serviço contra cidadãos indefesos.
O também delegado do Ministério do Interior na província falava quando orientava a formatura geral dos membros dos distintos órgãos do sector, como preparação para as operações de segurança e ordem pública antes durante e depois da quadra festiva.
Manuel Gouveia disse que o uso de arma de fogo deve constituir sempre o último recurso de modo a  evitar incidentes que podem colocar em risco  vidas humanas.
“Deve-se usar a arma de fogo em situação de autodefesa em confronto directo com os marginais, para quem, ainda nesta circunstância, o foco deve ser apenas  neutralizar o oponente e não atingir os órgãos vitais deste.” Manuel Gouveia explicou que existem instrumentos que regulam a actividade policial e, quando violados, o autor deve ser responsabilizado judicialmente.
Manuel Gouveia informou   estar em curso um seminário de capacitação dos membros do Serviço de Investigação Criminal (SIC) para o atendimento personalizado à população. “A população queixa-se do mau atendimento de alguns agentes do SIC, com realce à falta de celeridade processual, pelo que o comando provincial está a promover acções formativas para inverter o quadro”, disse Manuel Gouveia, para concluir: “Devemos acompanhar a dinâmica da vida, sob pena de ficarmos desactualizados.”
Um total de 2.085 efectivos do Ministério do Interior foram mobilizadospara garantir a ordem e tranquilidade públicas durante a quadra festiva na província do Zaire.

Prontidão

O Comando da Polícia Nacional no Cuanza-Norte efectuou uma demonstração simbólica de força com diversos homens e meios operativos    nas artérias da cidade de Ndalatando, com o objectivo de certificar a prontidão e operatividade policial na quadra festiva.
Entre os efectivos, constaram efectivos de Ordem Pública, de Guarda Fronteira, de Intervenção Rápida, dos Serviços de Investigação Criminal, Serviços de Trânsito, da Protecção Civil e Bombeiros e da Polícia Militar.
O  segundo-comandante provincial da Polícia Nacional para a Ordem Pública, subcomissário João Gaspar da Silva, que orientou o acto, pediu ao efectivo para agir com inteligência, audácia e lealdade sobretudo nesta fase de festas.

Detidas dezenas de cidadãos por posse ilegal de armas de fogo

A Polícia Nacional deteve de Janeiro até a presente data, na província do Bengo, 100 cidadãos por posse ilegal de armas de fogo.
A corporação informou na sexta-feira em comunicado que foram recolhidas e entregues de forma voluntária desde o início do processo de desarmamento, em Abril de 2008, um total de 6.486 armas de fogo de tipo e calibres diversos, com destaque para 3.590 de tipo AKM, 31.318 munições diversas, 1.556 carregadores diversos, 990 explosivos e 26 projécteis de lança-granadas.
Nos últimos sete dias foram recolhidas, de forma coerciva, duas armas de fogo, sendo uma de tipo AKM inoperante.
O Comando Provincial da Polícia Nacional do Bengo informou que vai intensificar as suas acções operativas de profundidade visando a recolha coerciva de armas de fogo em posse ilegal de cidadãos. No período em análise 18 processos-crime foram remetidos ao Ministério Público pelos Serviços Provincial de Investigação Criminal (SPIC) do Bengo, mais dois em relação ao período anterior.
Entre os processos remetidos a juízo incluem-se crimes  de ofensas corporais, homicídio involuntário, furto, posse ilegal de arma de fogo e estupefacientes e auxílio à imigração ilegal. O Executivo implementa o programa de desarmamento da população civil em posse ilegal de arma de fogo, coordenado pela Polícia Nacional.  O programa compreende as fases de entrega voluntária de armas pela população e a fase de recolha coerciva dirigida pela Polícia. Armamento diverso tem sido recolhido e destruído em cerimónia pública, e encaminhado para a produção de utensílios agrícolas.

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