Sociedade

Representante do Unicef defende investimento nas meninas

Luanda - O representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em Angola, Abubacar Sultam, afirmou, nesta quinta-feira, em Luanda, que investir nas meninas é respeitar o direito de escolhas sobre o futuro e um caminho para uma maior prosperidade das nações.

De acordo com o censo de 2014, em Angola existem cerca 2,8 milhões de meninas dos 10 aos 19 anos, o que representa quase 11 por cento da população total.

O país tem cerca de 280 mil meninas com 16 anos, que é a idade em que a maioria inicia a vida sexual. Ao chegar aos 19 anos, o nível de alfabetização nas meninas é de 70 por cento, enquanto os rapazes já atingem a cifra de 84 por cento.

Abubacar Sultam, que falava no acto comemorativo do Dia Internacional da Menina, que se assinala a 11 de Outubro, realçou que o desenvolvimento de habilidades das meninas tem implicação concreta para a incorporação destas no mercado de trabalho, para a saúde e para dois dos desafios mais importantes da actualidade, que são a educação e a igualdade de género.

“Garantir o direito à educação de qualidade para todas as meninas deve ser uma prioridade para o alcance das metas dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, salientou.

Em Angola, de acordo com o responsável, a educação das meninas merece uma atenção especial porque o Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde 2015/2016 mostra que 42,6 por cento dos meninos, entre 12 e 18 anos, frequentam o ensino secundário, contra apenas 37 por cento das raparigas.

O representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância reforçou que a integração das meninas no mundo do trabalho, que se transforma com rapidez, deve ser uma preocupação, assim como assegurar um maior e melhor acesso às carreiras científicas e tecnológicas.

Daí, ressaltou, é preciso apoiar as adolescentes em situação particular de gravidez, as jovens mães e as meninas que vivem nas áreas rurais e que abandonaram os estudos. É essencial que elas continuem a ir à escola, propiciando uma segunda oportunidade para a conclusão dos estudos, que propicia a quebra do ciclo de pobreza.

Por outro lado, uma nota do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) indica que, apesar dos avanços já realizados por Angola, o desafio de melhorar as condições de vida das meninas continua a ser uma prioridade e uma boa opção de investimento para a promoção do desenvolvimento sustentável e equitativo.

“Para isso é preciso considerar e incluir as meninas em tudo o que se faz: crescimento económico, segurança alimentar, paz, segurança, mudanças climáticas, prevenção do VIH e promoção da saúde sexual e reprodutiva”, acrescentou.

Este ano as actividades alusivas à efeméride decorrem sob o lema “Meninas: Uma Força Livre e Imparável”.

O acto desta quinta-feira teve o apoio do Ministério da Juventude e Desportos (MINJUD), do FNUAP e da Rede de Adolescentes e Jovens Africanos, e decorreu no Centro Comunitário da Juventude do bairro Ramiros, município de Belas.

ANGOP

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Bernardo Seculo

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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