Sociedade

SIC continua a investigar morte de ex-apresentadora

Apesar das detenções dos elementos que supostamente mataram a jornalista, Beatriz Fernandes e Jomance Muxito, as investigações ainda  não cessaram e estão em curso outras diligências para “esclarecimento total do crime”, deu a conhecer o director provincial de Luanda do SIC.

O propósito dos meliantes era vender a viatura da jornalista e enviar o dinheiro à RDC
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Na conferência de imprensa que marcou a apresentação pública dos cinco elementos que supostamente cometeram o duplo assassinato, ocorrido a 26 de Outubro, e que chocou a sociedade, o director provincial do SIC, Amaro Neto, garantiu que os mesmos agiram por vontade própria.
Amaro Neto afirmou categoricamente que as mortes de Beatriz Fernandes e de Jomance Muxito não ocorreram  “por encomenda, como se chegou a especular”. Por essa razão, disse, as investigações para “esclarecimento total do crime” ainda não cessaram.
O director Provincial do SIC-Luanda, adiantou que as diligências realizadas pelo SIC e pela Polícia Nacional afastam a possibilidade de a antiga apresentadora da TPA, ter sido morta, juntamente com o jovem que a acompanhava, por assassinos contratados.
“Durante as diligências e investigações que fizemos, averiguamos que não houve mandante para este crime”, explicou o oficial, acrescentando que os meliantes assaltaram o veículo da jornalista sem saber de quem se tratava.
“Eles assaltaram a Beatriz Fernandes, sem saber quem ela era. O propósito destes meliantes, após o assalto, passaria por vender a viatura e enviar os valores para a República Democrática do Congo (RDC)”, declarou.
Segundo o SIC, o roubo da viatura ocorreu depois de o grupo de cinco assaltantes, todos originários da RDC, à excepção de um angolano, ter roubado outra viatura a um cidadão português na qual se fizeram transportar até encontrarem uma outra apropriada para ser vendida mais tarde no país vizinho.
Durante o assalto, que passou por ficcionar um toque na viatura onde seguiam as vítimas, na Av. Deolinda Rodrigues, em Luanda, o grupo não se apercebeu da existência de duas crianças no banco de trás, nem da sua mãe, circunstância que só perceberam depois de terem neutralizado o motorista, Jomance Muxito.
Durante os inquéritos os homicidas admitiram que Beatriz Fernandes foi abusada sexualmente, por três deles.

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