Sociedade

Um abraço ao governador Dumilde Rangel – Ramiro Aleixo

Com profundo pesar, eu e certamente outros ex-colaboradores de Dumilde das Chagas Simões Rangel (Dumilde Rangel), tomei conhecimento do seu falecimento, em Lisboa, hoje de manhã. Triste, mas não há como fugir da morte, quando ela decide pôr fim à nossa presença cá na terra. Por isso, temos que nos conformar com mais esta perda.

Um abraço ao governador Dumilde Rangel - Ramiro Aleixo
Um abraço ao governador Dumilde Rangel – Ramiro Aleixo

Ainda não sabemos quando, mas, acreditamos, que quer os seus familiares, filhos principalmente, a quem endereço minhas condolências, quer o próprio Governo, tudo farão para que seja rendida a merecida homenagem a este homem de elevada estatura, de elevado sentido de Estado e de Pátria. E nessa gesta, os benguelenses não têm como ficar ausentes. Porque Dumilde Rangel, é filho desta terra, nascido na Catumbela. Coincidência, completaria 70 anos a 23 de Maio. Porque durante 14 anos, na condição de Governador, fez parte integrante da vida dos benguelenses; porque procurou, num quadro extremamente difícil, com os condicionalismos da guerra longa que o país viveu, dar o seu melhor.

E fê-lo! Sou testemunha viva desse desempenho. E é indiscutível. Está provado por actos e por inúmera documentação produzida. Foi indiscutível a sua competência, a sua dinâmica. Foi um homem visionário. Tinha os olhos postos no futuro, e como filho e Governador de Benguela, esse futuro significava o bem estar dos seus conterrâneos particularmente, criando postos de trabalho, criando riqueza, contribuindo para o bem-estar das famílias.

Dumilde Rangel deixa saudades. Foi um governador incomparável, gentil no trato e na harmonização desta sociedade. Sem complexos de superioridade, ia a todas se convidado. Ia a casa do mais pobre de forma igual como ia a casa dos mais abastados (ele sempre me disse que em Benguela não havia ricos). Sem complexos, sem vaidade, sem arrogância, sem mordomias, sem guardas armados, sem batedores, apesar do clima de insegurança que se vivia.

É este o homem que acaba de partir. Um homem de elevada estatura, com quem foi agradável trabalhar. Sabia ouvir e sabia decidir. Merece a maior das nossas homenagens.

Um abraço Governador. Foi gratificante trabalhar consigo, ajudando a construir os alicerces do futuro de Benguela. E se os seus projectos não tiveram seguimento, a culpa não foi sua. Fez, o que lhe foi permitido.

O meu abraço, onde quer que esteja agora, de certeza, onde repousam os bons

Fonte: Club-k.net

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