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Airbus vai construir satélites para observação da Terra para Angola

Angola vai usar satélites de observação franceses, nos termos do acordo sobre “observação da Terra” assinado na quinta-feira pelos governos francês e angolano, noticia hoje a imprensa de Luanda.
Airbus vai construir satélites para observação da Terra para Angola
Airbus vai construir satélites para observação da Terra para Angola
Manuel Augusto
Citando declarações do ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, que terminou na sexta-feira uma visita de trabalho a França, a agência noticiosa angolana Angop refere que o acordo rubricado envolve, do lado francês, a Airbus e, do lado de Angola, o Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação.

Na notícia não estão indicados os valores do negócio.

Na quinta-feira, Angola e França assinaram, em Paris, dois instrumentos jurídicos no domínio da “observação da Terra”, acordos assinados por Manuel Augusto e pelo homólogo francês, Jean-Yves Le Drian.

Segundo uma nota então enviada à agência Lusa, em que não foram adiantados pormenores sobre os conteúdos dos acordos, a cerimónia de assinatura marcou o fim de uma visita de uma delegação angolana a França, no quadro das conversações sobre consultas políticas bilaterais tidas entre os dois países a nível multissetorial.

À margem da reunião, o ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, reuniu-se com o diretor-geral Adjunto da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Bertrand Walckemaer, com quem analisou as potencialidades angolanas para novos investimentos de empresários franceses.

Durante a visita de três dias, que terminou na noite de sexta-feira, Manuel Augusto entregou uma carta dirigida pelo Presidente angolano, João Lourenço, ao homólogo gaulês, Emmanuel Macron, cujo conteúdo não foi revelado.

Por outro lado, Manuel Augusto oficializou, ainda em Paris, a candidatura de Angola a membro observador da Organização Internacional da Francofonia (OIF), documento entregue na quarta-feira à diretora-geral da OIF, Louise Mushikiwabo.

Sobre este ato, o chefe da diplomacia de Angola afirmou que marca “a materialização de um desejo expresso publicamente” por João Lourenço.

A decisão, prosseguiu o ministro, baseia-se no facto de Angola possuir relações “privilegiadas” com países francófonos, além de permitir reforçar a integração com os vizinhos em particular, e com a comunidade francófona, em geral.

A intenção de Angola aderir à OIF, inicialmente com o estatuto de observador, foi apresentada em fins de maio de 2018, num encontro que João Lourenço teve em Paris com Emmanuel Macron, no âmbito de uma visita oficial a França, em que o chefe de Estado gaulês manifestou apoio.

A cooperação entre Angola e França desenvolve-se nas áreas da saúde, águas, saneamento básico, ensino superior, formação de quadros, ciência e tecnologia. No domínio empresarial, destacam-se os setores dos petróleos, transportes, comércio, indústria e telecomunicações.

João Lourenço visitou oficialmente a França em fins de maio de 2018, na primeira deslocação enquanto chefe de Estado angolano à Europa.

Foi recebido pelo homólogo francês, Emmanuel Macron, que deverá retribuir a deslocação no final deste ano ou no início do próximo.

Durante a estada de João Lourenço em França foram assinados, entre outros, vários acordos de cooperação económica e nas áreas da Defesa, Agricultura e Transportes Aéreos.

As relações diplomáticas entre Luanda e Paris foram estabelecidas em fevereiro de 1976, data em que a França reconheceu a independência da então República Popular de Angola.

No entanto, as bases para o reforço da cooperação bilateral foram criadas por via da assinatura do Acordo Geral de Cooperação, em julho de 1982.

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