Tecnologia e Ciência

bloqueio à Huawei já faz tremer a Ásia

Empresas suspendem vendas, consumidores tentam trocar de telefone.

Sanções norte-americanas à tecnológica chinesa já estão a afetar as vendas na Ásia, além da Europa. Alguns operadores asiáticos congelaram as vendas de novos dispositivos Huawei e há consumidores a tentar trocar os equipamentos

bloqueio à Huawei já faz tremer a Ásia
bloqueio à Huawei já faz tremer a Ásia

Cada vez mais consumidores em alguns países asiáticos, como Singapura e Filipinas, estão a correr para os retalhistas e mercados de comércio online para revender os seus telemóveis Huawei. Mas muitos não o conseguem.

Na sequência da ordem do Presidente Donald Trump para que as empresas do país deixassem de fornecer componentes, produtos e serviços a empresas estrangeiras que, como a Huawei, são consideradas uma ameaça à segurança nacional, vários consumidores ficaram preocupados em relação ao desempenho dos seus telemóveis. A medida foi entretanto suspensa pelo Departamento do Comércio norte-americano por um período transitório de três meses.

A Google, cujo sistema operativo Android equipa a maioria dos smartphones no mundo, já veio dizer que irá cumprir a ordem do seu país, o resultará na incapacidade do grupo chinês em aceder a certos serviços do Android e a aplicações como o Gmail e o Google Maps.

A tecnológica chinesa veio entretanto dizer que está a desenvolver o seu próprio sistema operativo e que, além disso, pode usar uma versão ‘open source’ (aberta) do sistema operativo da Google que não precisa de acesso às apps da multinacional norte-americana. E acrescentou que está em negociações com a empresa com sede na Califórnia.

Mas nem isso parece acalmar os clientes de alguns países asiáticos. Como disse à agência Reuters um vendedor da Mobile Square em Singapura, antes do bloqueio dos Estados Unidos à Huawei cerca de cinco pessoas por dia tentavam comercializar os seus smartphones da marca chinesa, mas o número subiu para 20 nos últimos dias.

Também no site de comércio online mais popular do país, Carousell, o número de vendas de telemóveis Huawei mais que duplicou no dia em que os Estados Unidos anunciaram o bloqueio aos produtos da tecnológica. E nas Filipinas os retalhistas mantêm-se igualmente longe dos produtos Huawei e não estão a aceitar telemóveis da marca.

Mas não são apenas os retalhistas que estão a responder ao bloqueio norte-americano, algumas empresas de telecomunicações também já tomaram uma posição. As empresas japonesas KDDI e Soft Bank, respetivamente o segundo e o terceiro maior operador no Japão, anunciaram que vão adiar o lançamento de novos smartphones da marca, entre eles o Huawei P30 Lite, previsto para sexta-feira.

Já a NTT Docomo declarou apenas que vai deixar de aceitar encomendas de novos dispositivos, sem especificar se isso representa a suspensão do lançamento de novo modelos.

Em Taiwan, a Chunghwa Telecom e a Taiwan Mobile divulgaram que vão deixar de vender dispositivos da marca chinesa depois dos seus stocks terminarem, noticia o “Taiwan News”.

Além do continente asiático, também na Europa os consumidores estão preocupados e procuram revender os seus dispositivos. Segundo o “El País”, as vendas em lojas locais como o el Corte Inglés e Mediamarkt caíram entre 50% e 70% em Espanha depois do anúncio do bloqueio no domingo.

© SOPA Images/Getty Images Expresso

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