Governo angolano destaca “mais valia” da entrada da Vodafone no país

O Governo angolano considerou hoje que a entrada da operadora de telecomunicações britânica Vodafone no mercado angolano, através de uma parceria com a operadora local Movicel, constitui uma “mais valia” para o país.

Fonte: Lusa

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado para a Tecnologias angolano, Mário Augusto da Silva Oliveira, lembrou que a Vodafone é uma das maiores operadoras de telecomunicações do mundo, pelo que a “mais valia” vai traduzir-se no mercado dos pontos de vista técnico e comercial, sobretudo de gestão.

“Sempre que alguém traz mais-valia para o nosso mercado é um grande motivo de satisfação e é a razão pela qual abraçamos a entrada da Vodafone em Angola.

Esperamos que a operação da Movicel traga mais-valias para o consumidor final”, sublinhou Mário Oliveira.

Questionado sobre a possibilidade de a Vodafone poder entrar no mercado angolano por via da Movicel, o governante angolano escusou-se a “fazer futurologia”, tudo dependendo do que o mercado ditar.

Hoje, após a assinatura da parceria com a Movicel, o diretor regional para África da Vodafone, Vic Pavel, garantiu que a Vodafone não tenciona comprar ações de qualquer operadora angolana, nem mesmo para a quarta licença que o Governo angolano tem em concurso, já na fase final.

“A Vodafone não estará a prestar serviços móveis para Angola. O acordo é para apoiar a Movicel na caminhada da transformação, para se tornar o segundo maior operador [no país, atrás da Unitel]. A Vodafone não apresentou qualquer pedido de licença para operação em Angola”, garantiu.

Segundo Patel, as principais áreas em que a Vodafone está focada passam pelo mercado de consumo entre os jovens e a agenda digital, pela tecnológica, qualidade do serviço, apoio às operações de negócio e pela do “roaming” global, pois a multinacional “está ativa em todo o mundo”.

“Não quero fazer futurologia, mas vamos ver o que o mercado nos diz. O mercado é que nos vai dizer qual o caminho a seguir. Hoje, a Vodafone entra pela mão da Movicel e o nosso objetivo fundamental neste momento é que as telecomunicações estejam cada vez mais ao serviço dos cidadãos, das empresas, na Nação”, afirmou o secretário de Estado para as Tecnologias angolano.

Para Mário Oliveira, as telecomunicações são, atualmente, “peça fundamental” para a organização e desenvolvimento dos países.

“Sendo transversal à sociedade, quando se tem uma parceria com uma empresa forte, como a Vodafone, estamos todos a caminhar para o engrandecimento das telecomunicações e do país”, acrescentou.

Questionado pela Lusa sobre quando será anunciado o vencedor do concurso para a quarta operadora e telecomunicações em Angola e qual é o futuro da Angola Telecom (estatal, que detém uma quota residual no mercado), Mário Oliveira indicou que haverão novidades “muito em breve”.

“Estamos a trabalhar na nova licença, depois de ter sido lançado o concurso internacional. Há um conjunto de etapas que têm de ser cumpridas e estamos a cumpri-las. Muito brevemente faremos o anúncio do novo operador”, indicou, escusando-se a comprometer com uma data a curto/médio prazo, remetendo a conclusão para antes do fim do ano.

Quanto ao futuro da Angola Telecom, Mário Oliveira salientou que o processo de reestruturação da empresa está em curso – “muito em breve vai aparecer no mercado com novas soluções tecnológicas e novos serviços” -, e que a privatização da empresa não está descartada.

“Há um processo de reestruturação interna que é transversal, a nível administrativo, comercial, tecnológico e também no que é aquilo que é a aproximação da Angola telecom aos seus clientes. Este é o trabalho que estamos a desenvolver neste momento. [Mas não está descartada] A privatização é uma questão que já foi anunciada e faz parte da equação”, disse, sem adiantar se o processo vai por diante.

 

“O futuro da Angola Telecom é o futuro do país. Está a trabalhar para se reestruturar e se adaptar àquilo que é o mercado angolano e internacional de telecomunicações. Muito em breve, também, vai aparecer no mercado com novas soluções tecnológicas e serviços, tendo em conta aquilo que é a situação do mercado”, afirmou.

 

Além da Movicel (com uma quota de mercado de 20%) e a Angola Telecom (atualmente com uma posição residual, a Unitel é o restante operador de telecomunicações em Angola.

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