Tecnologia e Ciência

Telstar é a 4ª operadora de telefonia móvel de Angola

O anúncio foi feito ontem pelo  director nacional das telecomunicações  e responsável do Concurso Público Internacional de atribuição do novo  Título Global Unificado (TGU),  Pedro Mendes de Carvalho.

Telstar é a 4ª operadora de telefonia móvel de Angola
Telstar é a 4ª operadora de telefonia móvel de Angola

A Telstar é uma sociedade angolana que está a começar a actividade no mercado das telecomunicações e foi constituida  a 26 Janeiro de 2018. A empresa tem um ano para começar efectivamente as suas actividades.

Manuel João Carneiro, com 90 por cento, e António Cardoso Mateus com 10%  são os accionistas.

Segundo Pedro Mendes de Carvalho, que apresentou os resultados do concurso, das 27 empresas, sendo 18 nacionais e nove estrangeiras, seis adquiriram as peças do concurso, entre as quais, três candidataram-se, mas só duas foram convidadas a entregar propostas técnicas e financeiras.

Explicou que, para se chegar a selecção da Telstar como vencedora, observou-se a fase de candidatura – onde foram excluídas as empresas sem requisitos mínimos previstos nos cadernos de encargos, e de avaliação, onde se analisou, entre outras, as condições económicas e técnicas das concorrentes.

Por exemplo, disse Pedro de Mendes de Carvalho, nas propostas técnicas e financeiras dos concorrentes foram avaliados, entre outros, aspectos como “plano de qualidade de serviço, de contingência, de utilização de espectro, sistema de gestão e de segurança da rede, de investimento, estratégia operacional e de concorrência, e estratégia de implementação no mercado”.

Na ocasião, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, informou que depois do apuramento, a Telstar deverá negociar com o INACOM- regulador das comunicações em Angola, os termos da licença de operador, avaliado em 120 milhões de dólares norte-americanos.

Disse também que, inicialmente, a companhia está obrigada a pagar 15 por cento dos USD 120 milhões, dentro de 45 dias e o total em sete anos.

Além daquelas responsabilidades, referiu José da Rocha, a operadora terá que responder a uma série de necessidades como instalar-se no mercado, comprar edifício, planificar a rede, partilhar infra-estruturas e a entrada em serviço.

De igual modo, terá que negociar com o regulador o conteúdo da licença, em termos de cobertura, tipologia de serviços  e empregos a serem criados.

Realçou que o novo operador terá outras exigências, como dispor acções na bolsa de valores para que qualquer cidadão possa ter acesso.

Questionado sobre a capacidade do investidor, José da Rocha, retorquiu, dizendo que para se chegar até a fase de apuramento a Telstar revelou capacidade, pois mesmo só os cadernos de encargos do concurso custaram USD 120 mil.

O mercado de telefonia móvel do país conta já com as operadoras Unitel, Movicel e Angola Telecom.

Esta, última, que nessa altura possui uma licença de operador global, aguarda por um accionista  que queira comprar 45 por cento das suas acções para arrancar com os serviços no domínio da telefonia móvel.

Angop

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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