Turismo

François Hollande e as “sete regras de ouro” para o crescimento do turismo em África

O antigo Presidente francês François Hollande afirmou, ontem, em Luanda, que o próximo destino turístico no mundo será o continente africano, prevendo que, até 2030, possa atingir 2.000 milhões de turistas, o dobro do número actual.

François Hollande e as "sete regras de ouro" para o crescimento do turismo em África
François Hollande e as “sete regras de ouro” para o crescimento do turismo em África

Antigo Presidente francês François Hollande
Fotografia: Mota Ambrósio| Edições Novembro

François Hollande discursava no Fórum Mundial do Turismo, que decorre desde ontem na capital angolana, sob o tema “Visão sobre o Turismo no Mundo: Desenvolvimento e Inovação”. Na sua intervenção, o ex-estadista francês lembrou a experiência da França, como primeiro destino turístico mundial e o quinto maior país do mundo em receitas provenientes do sector.

Segundo Francois Hollande, embora o mercado africano represente apenas 5 por cento do turismo mundial, tem vindo a crescer de forma consistente e significativa, “o que não espantará ninguém se duplicar o número de turistas até 2030”.

Sobre Angola, cujo Governo tem realizado várias acções tendentes ao desenvolvimento do turismo, Hollande aconselhou às autoridades a respeitarem as “sete regras de ouro” do sector: a primeira passa por um investimento criterioso e de qualidade nas infraestruturas de transportes, aeroportos, estradas e unidades hoteleiras.

Luanda, na óptica de Hollande, terá de encontrar um operador para garantir a gestão dos equipamentos turísticos, definir locais de excepção para assegurar a atracão de turistas e diversificar a oferta, valorizando o património local, bem como a formação, “com elevado nível de qualidade”, de funcionários para os diferentes níveis da hotelaria.

A esse respeito, o antigo chefe de Estado francês lembrou que França e Angola já assinaram um acordo de cooperação que tem vindo a formar quadros com “alto nível de profissionalismo” para apoiar o turismo angolano. Ainda como regras fundamentais, considerou ser necessária uma promoção turística do país no estrangeiro, visando todo o tipo de clientela, e criar ligações aéreas e terrestres de qualidade.

Como última “regra de ouro”, apontou a questão da segurança, algo que o turista mais consulta nas diversas plataformas digitais existentes, antes de viajar para quaisquer pontos turísticos.

“A insegurança é dissuasora. A actualização constante das informações sobre cada país na Internet é primordial. Não se viaja em turismo para zonas onde reina a insegurança”, defendeu, lembrando, também, a importância dos pacotes turísticos massificados que promovem a protecção do ambiente.

“Não há políticas de turismo sem política de defesa e protecção do ambiente. Ninguém vai visitar rios em que as águas são poluídas”, exemplificou.

O 24.º Presidente da República Francesa, que já esteve em Angola, em 2015, tendo na altura mantido um encontro com o então Presidente José Eduardo dos Santos, declarou que o empresariado francês pode ajudar a desenvolver o turismo em Angola, dada a capacidade e experiência que tem em domínios como o hoteleiro.

Acrescentou que o seu sucessor, Emmanuel Macron, tem na agenda visitar Angola em 2020, no quadro do reforço da cooperação bilateral nas áreas económica, do turismo e da defesa.

JA

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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