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Angola

Vazamento de fotos do cadáver de Beatriz causa demissão

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O Serviço de Investigação Criminal (SIC),  afastou recentemente um oficial tido como o responsável pelo vazamento,  nas redes sociais,  de  imagens sensíveis do cadáver da ex-apresentadora da TPA, Beatriz Fernandes  e de seu amigo Jomance Muxito, tiradas no dia anterior ao assassinato.
Nas imagens era possível ver  os cadáveres estendidos no local do crime  com marcas de tortura e humilhação.  O SIC, considerou internamente como graves a ação de vazamento das imagens razão pela qual decidiu sancionar o responsável de tal pratica,  que é um jovem oficial  (nome deliberadamente omitido) recém regressado de uma formação em Moscovo.
De acordo com as investigações, Beatriz Fernandes terá sido morta a mando de um    empreendedor  com quem  a mesma mantinha uma antiga relação  de  proximidade e que nos últimos anos  ajudou a mesma a  erguer uma vivenda, nos arredores do município de Viana.   O empreendedor, segundo estima a investigação,  terá se sentido desiludido ao aperceber-se  que Beatriz Fernandes estaria frequentemente a beneficiar de boleia de carro,  de um jovem mais novo,  Jomance Muxito. A evidencia que teve foi quando mandou investigar e enviaram lhe uma fotografia de Jomance Muxito na sala da casa da falecida.
No seguimento do assassinato a policia de  investigação criminal apresentou um grupo de cidadãos estrangeiros que se julgava serem os autores do crime.  Por outro lado, dias apos ao enterro, foi também detido o esposo (estavam em fase de divorcio) da falecida, para interrogatório mas acabou sendo posto em liberdade depois de a policia de investigação ter ficando convencida de que ele não estava  ligado ao crime que resultou na morte da mãe dos seus dois filhos.

Angola

Gestor público envolvido no descaminho de 2 milhões de dólares

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A Procuradoria Geral da República é acusada em meios competentes, de ter “ignorado”, um relatório sobre as atividades desenvolvidas  durante o ano de 2017, da empresa portuária de Cabinda, que atribui responsabilidades ao então PCA, Manuel Nazareth Neto (na foto), pelo buraco de mais de  500 milhões de Kwanzas (equivalente a 2 milhões de dólares ao cambio do dia), durante os seus últimos meses de gestão naquela instituição.

Fonte: Club-k.net

Conselho fiscal  apresentou queixa a PGR

O relatório na qual o Club-K, teve acesso é datado de 15 de Janeiro do corrente ano e foi elaborado durante seis meses pelo Conselho Fiscal desta instituição. Tanto o ex- PCA Manuel Nazareth Neto como o então administrador financeiro, Eduardo Timpi Pitra são citados, no documento, como tendo se mostrado indisponíveis na colaboração com a equipa da fiscalização no que tange a justificações, e trocas de documentos para os trabalho de fiscalização as contas da empresa.

“Falta de consideração , incumprimento com as normas estabelecidas, falta de respeito, muita burocracia, e consequente, demora no tratamento das questões que forem colocadas a administração na empresa portuária de Cabinda” lê-se no relatório.

Segundo a equipa do conselho fiscal, “foi depois de muita insistência na solicitação de outros documentos que voltamos a receber algumas pastas de documento no dia 26 de Julho de 2017. Foram nos dando voltas e voltas até recebermos os documentos, e na, maioria dos casos, eram  apresentados sempre de forma incompleta”.

No seu capitulo sobre as contas da empresa, o conselho fiscal notou graves  irregularidades como pagamentos de serviços não prestados, com realce ao não justificado paradeiro de AKZ 500 000 000.

O conselho fiscal constatou que “Nem todos movimentos, operações e transações se refletem nos balancetes , como é o caso de uma conta corrente caucionada totalmente utilizada, no limite de AKZ 500 000 000 e que não aparece reflectida nas contas da empresa reportada até ao mês de novembro, o que de certa forma poderia desvirtuar o conteúdo e o sentido da analise efectuada a situação financeira patrimonial da empresa”

Constatou ainda o “pagamento de reajustes cambial as empresas GLOBOSOFT, WELWITCHIA, ESTIVA, EDA e SVETELANDYA, com valores de AKZ 131 188 00 e sem facturas inicias e finais que sirvam de base de cálculo”. Sobre este pagamento o conselho fiscal abre a possibilidade da existência de “uma forte probabilidade de estar-se perante a um esquema de descaminho de valores, por intermédio de serviços pagos e que não foram efetivamente prestados , precedidos de procedimentos não transparentes”.

O relatório  cita também  o “Pagamento efectuado a empresa CITY DILIVER SERVICE através das ordens de pagamentos no valor de AKZ 20 000 000 pelos serviços de consultoria e serviços diversos sem referenciar o tipo de consultoria prestado e nenhum contrato assinado entre ambas empresas existindo a possibilidade de estar diante de  serviços pagos e que não foram solicitados, precedida de procedimentos administrativos incorretos.”

“Pagamento a empresa PJE no valor de AKZ 46 628 875 correspondente a primeira e segunda parcela referente ao trabalho de pavimento em betão armado ao recinto portuário no valor global AKZ 159 502 500, que não mereceu de um concurso público e de um contrato de prestação de serviços entre o  porto do Cabinda e a PJE, sem qualquer vestígio no terreno de algum trabalho realizado , procedido de um procedimento administrativo incorreto que pode resumir se numa facilitando de empreitada”, lê-se no relatório.

O documento denuncia igualmente  “o levantamento em cash, via cheque e transferências, bem como a ordem de pagamentos feitos sem suportes justificativo ”, o que considera “procedimento incorreto que podem ter sido lesivos aos cofres da empresa”.

Para fechar o assunto,  o conselho fiscal do porto de Cabinda, diz no seu documento que “havendo fortes indícios da existência de eventuais crimes e procedimentos adotados com vista o beneficio de certas entidades, conforme denunciado e nossa constatação, o conselho das empresas públicas, irá proceder a participação junto do Ministério Público contra o Conselho de Administração cessante”.

De acordo com fontes do Club-K, a PGR “ignorou” a denúncia envolvendo a gestão de Manuel Nazareth Neto que dirigiu o porto de Cabinda de 2010 a 2017, até ter sido nomeado para exercer funções idênticas no Porto do Soyo. Esta semana, o novo ministro dos transportes Ricardo de Abreu,  nomeou este mesmo gestor para o cargo de Director Geral do Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA), ficando assim impune

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