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Política

Congresso do MPLA sem data

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A direcção do MPLA ainda não decidiu sobre a realização  de um congresso extraordinário, tendo em vista o anúncio do líder do partido, José Eduardo dos Santos, de abandonar a vida política activa no próximo ano.

Secretário Norberto Garcia
Fotografia: Mota Ambrósio| Edições Novembro

“A lógica é que estamos em 2017 e 2018 tem 365 dias. Assim que esta questão estiver na agenda vamo-nos pronunciar e comunicar aos militantes”, declarou o secretário do bureau político para a Informação, Norberto Garcia, em conferência de imprensa na sede do partido, para a qual aos jornalistas nacionais e estrangeiros não foi exigido credenciamento.
Os congressos, acrescentou, são realizados sempre que há necessidade de substituir o líder do partido ou abordar matérias que sejam importantes à organização política. Para Norberto Garcia, o processo de mudanças no país é uma experiência nova e o MPLA não tem nenhum receio de as implementar.
Norberto Garcia disse que o presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, é o líder dessas mudanças, enquanto o Presidente da República, João Lourenço, implementa as políticas do partido.
Segundo Norberto Garcia, o partido e o líder acompanham o processo de transição no país, que decorre de forma urbana e normal.
O MPLA, acrescentou, tem uma Moção de Estratégia do líder e um programa de governação sufragado  nas eleições gerais de Agosto último e a estratégia de governação do Presidente da República está na base desta acção. “Há uma combinação perfeita. Uma orquestra sinfónica, em que o maestro da orquestra está a comandar a mesma por forma que o processo seja certo e consequente”, afirmou.
Nesta óptica, Norberto Garcia pediu aos diferentes órgãos de comunicação social para informarem com verdade e responsabilidade, e não entrarem na lógica do sensacionalismo.
Norberto Garcia descartou a existência de uma crise política no seio do partido. “O partido tem uma coesão inimaginável”, afirmou, lembrando que o MPLA sempre foi um partido uno e indivisível, que valoriza a crítica e a autocrítica, bem como a votação para a solução das questões divergentes.

Corrupção e nepotismo

O secretário do bureau político do MPLA para a Informação assegurou que o partido vai apoiar “de forma incondicional” o Presidente João Lourenço no combate à corrupção e repatriamento de capitais de angolanos depositados em bancos no estrangeiro.
Norberto Garcia negou as alegações segundo as quais a maioria das pessoas detentoras de capitais no estrangeiro sejam do MPLA porque não foi feito um diagnóstico para se chegar a esta conclusão. “Não sei se estas pessoas são maioritariamente do MPLA. Há quem diga que sim, mas outros dizem que não. Não sei se está feito o diagnóstico para que possamos avaliar dessa forma”, declarou.
Sobre o nepotismo, o responsável partidário considerou existir algum exagero na interpretação do fenómeno no país. “A qualificação do indivíduo é o elemento essencial de diferenciação para dar nota que estamos em presença de uma situação de nepotismno”, explicou Norbertro Garcia, acrescentando que se o indivíduo tem qualificação e “curriculum” pode e deve ser chamado a exercer determinado cargo, porque ao contrário estaremos a violar  um direito de outrem.
Apontou como exemplos práticos os casos do actual Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, e do antigo Chefe de Estado da França, Nicolás Sarkozy.
O primeiro porque trabalha com a filha e o genro, enquanto o segundo tinha o filho a trabalhar no Fundo Soberano.

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Política

UNITA sugere revisão do recrutamento de agentes

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A UNITA condena, veementemente, a morte, a tiro, da zungueira Juliana Jacinto e exorta o Executivo e o Ministério do Interior, em particular, para rever as formas de recrutamento e formação dos efectivos para a Polícia Nacional.

Viúvo de Julieta Jacinto com a bebé de poucos meses
Fotografia: Contreiras pipas | edições novembro

Numa nota de repúdio pela morte da zungueira, na terça-feira, o secretariado executivo do Comité Permanente da UNITA lamenta a morte de Juliana Jacinto e exorta o Ministério do Interior a dar particular atenção às acções de “desarmamento das mentes”.“Devem fazer parte da Polícia Nacional homens e mulheres com equilíbrio emocional comprovado, sob pena de termos em funções de segurança pública pessoas erradas que somente contribuem para a morte dos cidadãos e para o mau nome da corporação”, defende o órgão de cúpula do maior partido da oposição, que apresenta condolências à família enlutada.
A organização juvenil da FNLA condena a “forma bárbara” como Jualiana Jacinto foi morta e pede ao Ministério do Interior para que responsabilize disciplinar, civil e criminalmente os agentes envolvidos.

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A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, considerou ontem um acto condenável e repugnante o comportamento do agente da Polícia Nacional que resultou no assassinato da cidadã de 28 anos Juliana Jacinto.

Luísa Damião, que falava à imprensa no fim de uma visita à residência da malograda, no bairro Huambo, afirmou que não há nada que justifique que se tire a vida de uma cidadã indefesa. A vice-presidente do MPLA, que levou bens de primeira necessidade, garantiu que iria fazer um “acompanhamento especial” da situação da família de Juliana Jacinto.
O viúvo de Juliana Jacinto disse ter recebido, na quinta-feira, uma visita do governador de Luanda, Sérgio Luther Rescova, de quem recebeu uma promessa de emprego, para garantir o sustento da família e providenciar uma moradia condigna para os filhos.

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