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Política

Ex-Directora do BPC ouvida por crime de peculato

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A antiga diretora do Banco de Poupança e Credito (BPC) para a  região norte,  Ilda Maria Elias Silva “Boneca”, começou  a ser ouvida  esta quarta-feira (25) pela Procuradoria junto ao Tribunal Provincial de Malanje a margem do processo crime 167/17-C na qual pesam acusações de práticas de peculato no exercício das suas funções bancarias.
Caso reaberto depois de terem subornado um  Procurador 
O processo que está a ser instruído   pela procuradora Lina Bernarda Ventura Kayolas, veem desde 2012, quando   Ilda Maria Elias Silva desentendeu-se com uma gerente do balcão Central de Malange, Brite  de Fatima Pereira Antunes Sherman, 33 anos,  acusando-a de efectuar lançamento de créditos sem a sua autorização.  Ambas eram muito ligadas numa relação ao estilo de mãe e filha e tidas como próximas ao antigo PCA, Antônio da Paixão Junior.
Ao ser inicialmente ouvida   pela Procuradoria em Malanje, Brite Sheiman negou as acusações explicando que não fazia nada sozinha sem a orientação superior da  sua ex-directora Ilda Silva “Boneca”.  Brite Sheiman explicou também como funcionava a rede de concessão de créditos liderada pela  então  diretora  regional  tendo citado uma empresa beneficiaria pertencente a um  suposto empresário e amigo    identificado por “Matos”,  também arrolado no processo como declarante.
Foi ainda   explicado   a ocorrência de um esquema em que  algumas empreendedoras (do ramo do negócio de peixe) abriam  contas empresas, para beneficiar de créditos  e colocavam a antiga  diretora “Boneca” como sócia do negócio.
Diante das graves revelações de “Brite”, foi despachado de Luanda  para   Malange uma delegação de instrutores da DNEAP – Direção Nacional Investigação e Ação Penal para analisar a possibilidade da detenção da  então diretora da região norte, tendo o caso ficado “abafado”.
Em Malanje, segundo apurou o Club-k, surgiram  insinuações de que Ilda Maria Elias Silva ficou impune no seguimento de um acto de suborno aos magistrados idos de Luanda. Um dos quais, ficou com a fama  de ter construído um estabelecimento privado  de ensino nos arredores do Zango,  em Luanda com a “oferta”  de que foi brindado para abafar este processo.
Em Janeiro deste ano, ,  Ilda Maria Elias Silva “Boneca” foi afastada do seu último cargo que foi de diretora da região centro/sul e substituída por João da Costa Ferreira.
Logo a seguir, o caso foi reaberto, a pretexto de   que não beneficiou da lei da amnistia aprovada pelo então Presidente José  Eduardo dos Santos  por o crime ser correspondente a uma pena superior a 12 anos de prisão.  As partes começaram a ser ouvidas desde o passado dia 20 de Setembro.
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Ao mesmo tempo uma gestora da região norte baseada na  província do Uíge esta também a ser ouvido pelas mesmas praticas, uma gestora do BPC identificada por “Lucrécia” que invoca a mesma retorica de que nada fazia sem a orientação da sua superior hierárquica.  Está tem estado a colaborar com a justiça admitindo os seus erros.

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Política

PCA com dificuldades de exonerar familiar do ex presidente de Angola

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O PCA da Administração Geral Tributária (AGT), Sílvio Franco Burity denota dificuldades em proceder com a exoneração da Directora dos Recursos Humanos da instituição que dirige, Isabel Maria dos Santos de Carvalho Costa, referenciada pelos funcionários  como “sobrinha do camarada Presidente José Eduardo dos Santos”.

Fonte: Club-k.net

A teoria da “dificuldades do PCA”, é apoiada em recentes precedentes, em que a diretora havia sido comunicada em  duas ocasiões distintas  a cerca da sua exoneração  e que nunca se efectivou.  Muito recentemente, Isabel Costa despediu-se dos funcionários do seu departamento anunciando a estes da sua situação demissionária, num quadro de rotação interna. Não tardou, muito, o PCA da AGT, Sílvio Franco Burity teria recebido uma visita de alguém da família “Dos Santos”, e o assuntou da exoneração da diretora  nunca mais foi falado deixando no ar a ideia de ocorrência de recuo.

 

Sílvio Franco Burity tem a reputação de ser um  quadro comprometido com o clã Eduardo dos Santos, e de a estes dever favores para a sua manutenção no poder.  É geralmente citado  como o gestor público   que deu a ideia a José Filomeno dos Santos,  em torno da  Bromangol, a empresa que condicionava o desenlace aduaneiro ao pagamento da inspecção aos produtos que entravam em Angola. Tão logo tomou posse como novo alto magistrado da nação, o PR João Lourenço, desmantelou o esquema envolvendo esta empresa privada.

 

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