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Política

PGR afirma que Presidente e vice-presidente já entregaram declarações de bens

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O procurador-geral da República angolana, general Hélder Pitta Grós, afirmou esta sexta-feira que o Presidente e o vice-presidente da República já entregaram as respetivas declarações de bens, afastando as dúvidas surgidas ao longo da semana.

Fonte: Expresso

“Presidente e vice-presidente já apresentaram. E tinham que dar o exemplo, não faria sentido serem eles a não entregar. Pelo contrário, foram dos primeiros que fizeram a entrega das suas declarações”, disse o procurador, questionado pelos jornalistas, à margem de uma cerimónia no Palácio Presidencial, em Luanda.

 

O Presidente angolano, João Lourenço, disse na segunda-feira que os membros do Governo fizeram já a entrega das respetivas declarações de bens, uma preocupação avançada publicamente pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O chefe de Estado falava na sua primeira conferência de imprensa, com mais de uma centena de jornalistas de órgãos nacionais e estrangeiros, quando passam 100 dias após ter chegado à liderança do Governo, tendo sublinhado que a declaração de bens é entregue em envelope fechado.

“Ninguém pode abrir o envelope, salvo por decisão de um tribunal, se alguém se meter em problemas e for parar à justiça. Aí, a sociedade saberá que bens é que esse membro do Governo declarou e quais são os que efetivamente ele detém”, disse, questionado pelos jornalistas, mas sem se ter referido à sua situação, o que motivou vários comentários públicos na última semana.

Em causa está o artigo 27.º da Lei da Probidade Pública, de 2010, que obriga à entrega de uma declaração de bens por parte de titulares de cargos políticos, eleitos ou por nomeação, bem como dos magistrados judiciais e do Ministério Público, gestores da administração e local do Estado, das Forças Armadas Angolanas e de institutos, fundações ou empresas públicas.

A lei define que as declarações de bens, nas quais devem constar todos os bens, dinheiro, títulos e ações que possuiu no país e no estrangeiro, são atualizadas a cada dois anos, sendo a entrega obrigatória até 30 dias após a tomada de posse, sendo o procurador-geral da República o “fiel depositário” das mesmas.

“Estamos com uma atitude, posso dizer, educativa, de estar sempre a alertar os membros do executivo, e outros membros abrangidos, para entregarem as suas relações de bens. Portanto, não estamos passivos à espera que entreguem, nós também temos estado a fazer esse trabalho para que isso aconteça e não haja grandes problemas”, disse o procurador.

A PGR emitiu em outubro um comunicado em que alertava para a necessidade de membros do executivo recém-nomeados, deputados e demais entidades sujeitas declararem o seu património, como é exigido por lei.

Angola realizou eleições gerais a 23 de agosto, e, na sequência da formação de novo Governo, a PGR considerou importante o cumprimento dessa lei, imperiosa para “prevenir e combater a corrupção e branqueamento de capitais”.

O Governo liderado por João Lourenço, enquanto titular do poder executivo, é constituído por 32 ministros e 50 secretários de Estado.

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Política

PCA com dificuldades de exonerar familiar do ex presidente de Angola

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O PCA da Administração Geral Tributária (AGT), Sílvio Franco Burity denota dificuldades em proceder com a exoneração da Directora dos Recursos Humanos da instituição que dirige, Isabel Maria dos Santos de Carvalho Costa, referenciada pelos funcionários  como “sobrinha do camarada Presidente José Eduardo dos Santos”.

Fonte: Club-k.net

A teoria da “dificuldades do PCA”, é apoiada em recentes precedentes, em que a diretora havia sido comunicada em  duas ocasiões distintas  a cerca da sua exoneração  e que nunca se efectivou.  Muito recentemente, Isabel Costa despediu-se dos funcionários do seu departamento anunciando a estes da sua situação demissionária, num quadro de rotação interna. Não tardou, muito, o PCA da AGT, Sílvio Franco Burity teria recebido uma visita de alguém da família “Dos Santos”, e o assuntou da exoneração da diretora  nunca mais foi falado deixando no ar a ideia de ocorrência de recuo.

 

Sílvio Franco Burity tem a reputação de ser um  quadro comprometido com o clã Eduardo dos Santos, e de a estes dever favores para a sua manutenção no poder.  É geralmente citado  como o gestor público   que deu a ideia a José Filomeno dos Santos,  em torno da  Bromangol, a empresa que condicionava o desenlace aduaneiro ao pagamento da inspecção aos produtos que entravam em Angola. Tão logo tomou posse como novo alto magistrado da nação, o PR João Lourenço, desmantelou o esquema envolvendo esta empresa privada.

 

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