SME aperta cerco aos imigrantes ilegais

A informação foi avançada pelo director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SME, Comissário de Migração Simão Milagres, em entrevista à ANGOP.

Segundo o oficial comissário, no quadro dessas medidas, levadas a cabo em coordenação com outras forças de Defesa e Segurança, foram também registadas 5.218 recusas de entrada e consequente reembarque de cidadãos que se apresentaram sem documentos nas fronteiras nacionais.

Simão Milagres reconhece que as condições nos postos de fronteiras ainda não satisfazem o sector, quer no capítulo tecnológico, quer infra-estrutural, sendo que alguns deles apresentam construção em adobe e pau-a-pique.

Desacatou, com efeito, os investimentos de grande vulto que estão a ser feitos em equipamentos tecnológicos, para uma melhor gestão das fronteiras nacionais.

Segundo a fonte, o SME elegeu a formação de quadros como principal premissa para melhorar as condições de atendimentos e responder aos desafios tecnológicos que o mundo hoje apresenta.

Indicou que o sector está permanentemente a actualizar os quadros com as novas tecnologias de informação tendo, nesse âmbito, erguido a Escola Nacional de Migração, por sinal a única com essas características na África Austral, de acordo com a informação disponibilizada pela Organização Internacional das Migrações (OIM).

No âmbito do combate à Covid-19, explicou que estão a ser implementadas várias estratégias, consubstanciadas no reforço das fronteiras com efectivos, meios de vigilância operativa e de biossegurança, para o cumprimento das medidas previstas pelo Estado de Emergência e pela Situação de Calamidade Pública.

Em relação ao controlo de estrangeiros, que é feito pelo sistema avançado de concessão de vistos via on-line (SAVIS) notou que, actualmente, regista 249 mil 401 expatriados residentes, com maior relevância para as nacionalidades portuguesa (48 mil 476), chinesa (35 mil 483) e brasileira com 13 mil 270.

Por outro, fez saber que nos próximos dias o Conselho Nacional dos Refugiados (CNR) vai anunciar um conjunto de medidas e iniciar com o processo de cláusula de cessação do estatuto dos refugiados de alguns países em Angola.

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