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Política

VISITA JOÃO LOURNÇO À ÁFRICA DO SUL

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O Presidente João Lourenço inicia na quinta-feira uma visita de Estado à África do sul, para reforço de cooperação bilateral, informou, entretanto, a Presidência da República sul-africana. Entretanto os cidadãos angolanos portadores de passaportes ordinários deixam de estar obrigados à emissão de visto prévio para entrar no país a partir de 1 de Dezembro.

Avisita oficial vai decorrer durante dois dias, entre 23 e 24 de Novembro, e está prevista a assinatura de um acordo recíproco para supressão de vistos em passaportes ordinários, à semelhança do entendimento assinado na semana passada entre Angola e Moçambique.

A comitiva de João Lourenço, de acordo com a Presidência sul-africana, integra vários ministros e altos funcionários do Governo angolano, bem como uma delegação empresarial que participará num fórum empresarial para discutir oportunidades de investimento e comércio entre os dois países.

Angola é um dos principais parceiros comerciais da África do Sul no continente africano. As exportações sul-africanas para Angola atingiram, em 2016, os 8,2 mil milhões de rands (500 milhões de euros), enquanto no sentido inverso a África do Sul comprou 18 mil milhões de rands (1.100 milhões de euros) de petróleo angolano.

Num balanço mais alargado registe-se que as trocas comerciais entre Angola e a África do Sul caíram para 2,4 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) no último ano, uma redução de 75 por cento justificada com a crise económica e financeira que Angola enfrenta.

Os dados foram avançados pelo encarregado comercial da embaixada da África do Sul em Angola, que defendeu o reforço das relações comerciais entre os dois países.

Matomé Mbata apontou, em declarações à rádio pública angolana, a necessidade de promover as trocas comerciais entre os dois países, tendo em conta a sua proximidade, tecnologia e os recursos naturais, nomeadamente o petróleo.

“Queremos promover e reforçar os negócios entre os dois países por três razões, a primeira, porque estamos próximos, são três horas de voo; segundo, porque temos a tecnologia; e terceiro, porque Angola tem petróleo e África do Sul não tem, nesta perspectiva poderemos estabelecer fortes parcerias”, referiu.

O encarregado comercial da embaixada sul-africana em Angola encorajou ainda os empresários angolanos a exportarem para o seu país produtos como a madeira, café e petróleo, com destaque para o último.

A África do Sul é o principal parceiro económico de Angola na Comunidade de Desenvolvimento de Países da África Austral (SADC).

A comitiva do Presidente sul-africano, Jacob Zuma, nesta recepção a João Lourenço deverá integrar, além do chefe da Diplomacia, outros dez ministros.

Trata-se da primeira visita de Estado de João Lourenço, eleito Presidente em Agosto.

Antes, em Outubro, o chefe de Estado angolano viajou para Brazzaville, para passar a presidência da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) ao homólogo da República do Congo.

Supressão de vistos

As autoridades sul-africanas começaram a informar os postos consulares e de fronteira que os cidadãos angolanos portadores de passaportes ordinários deixam de estar obrigados à emissão de visto prévio para entrar no país a partir de 1 de Dezembro.

De acordo com uma circular do Departamento de Assuntos Internos da África do Sul, a medida está prevista no âmbito de um “acordo recíproco” entre os governos sul-africano e angolano, “isentando” cidadãos dos dois países da necessidade de visto, por períodos de até 90 dias por ano.

A isenção de vistos aplica-se ainda, de acordo com a mesma circular, para períodos consecutivos até 30 dias, pelo que para fins de tratamento médico, estudo ou negócios, mantém-se a necessidade, recíproca, de emissão de visto.

Folha 8 com Lusa

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Política

PCA com dificuldades de exonerar familiar do ex presidente de Angola

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O PCA da Administração Geral Tributária (AGT), Sílvio Franco Burity denota dificuldades em proceder com a exoneração da Directora dos Recursos Humanos da instituição que dirige, Isabel Maria dos Santos de Carvalho Costa, referenciada pelos funcionários  como “sobrinha do camarada Presidente José Eduardo dos Santos”.

Fonte: Club-k.net

A teoria da “dificuldades do PCA”, é apoiada em recentes precedentes, em que a diretora havia sido comunicada em  duas ocasiões distintas  a cerca da sua exoneração  e que nunca se efectivou.  Muito recentemente, Isabel Costa despediu-se dos funcionários do seu departamento anunciando a estes da sua situação demissionária, num quadro de rotação interna. Não tardou, muito, o PCA da AGT, Sílvio Franco Burity teria recebido uma visita de alguém da família “Dos Santos”, e o assuntou da exoneração da diretora  nunca mais foi falado deixando no ar a ideia de ocorrência de recuo.

 

Sílvio Franco Burity tem a reputação de ser um  quadro comprometido com o clã Eduardo dos Santos, e de a estes dever favores para a sua manutenção no poder.  É geralmente citado  como o gestor público   que deu a ideia a José Filomeno dos Santos,  em torno da  Bromangol, a empresa que condicionava o desenlace aduaneiro ao pagamento da inspecção aos produtos que entravam em Angola. Tão logo tomou posse como novo alto magistrado da nação, o PR João Lourenço, desmantelou o esquema envolvendo esta empresa privada.

 

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