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Sociedade

BIG NELO E DO MOVE+ AJUDAM ASSOCIAÇÃO DE CRIANÇAS ABANDONADA

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Música, dança, desfile de moda, orações e doações de bens. Tudo isto fez a alegria das meninas da Associação de apoio a Criança Abandonada (ACA), num evento de responsabilidade social organizado pelo Movimento MOVE+.

Bens de primeira necessidade

A MOVE+, que tem como embaixador o artista Big Nelo, é uma iniciativa de responsabilidade educacional da conferência internacional de liderança MOVE Angola.

O músico Big Nelo confessa não ter pensado duas vezes sobre o convite para fazer parte do movimento, tendo acrescentado que a satisfação é de gratidão. “Sempre tive dentro de mim este lado de amor ao próximo e de ajudar quem mais precisa. Adquiri esses hábitos com o meu avô”, disse.

Big Nelo, embaixador do MOVE+

Big Nelo também prometeu não deixar de fazer visitas frequentes às meninas: “Mais que trazer alguma coisa, é importante elas sentirem a minha presença, para saberem que realmente não foram esquecidas”, reforçou.

A responsável da associação, Mama Rosário, face a tanta alegria não conseguiu descrever o momento, tendo ficado sem palavras. Em entrevista ao SAPO, avisou que para enfrentar esta responsabilidade é necessário que haja vontade e amor ao próximo.

“Sou mãe biológica de seis filhos, duas meninas e quatro rapazes, já aqui na ACA são 55 crianças, sendo que todos têm as mesmas dificuldades. Logo é mais fácil resolver lá em casa por causa do número”, comparou.

Big Nelo e Mama Rosário

Mama Rosário refere ainda que estas crianças vêm de diferentes centros de deslocados: Viana, Luanda, da Polícia Nacional e do INAC, todas elas com apenas sete anos de idade. “O nosso objectivo é transformar as crianças numa mulher do amanhã, daí que a nossa maior aposta seja a formação”, menciona.

Mesmo com um espaço pequeno – uma casa com quatro quartos onde vivem 55 crianças – a responsável da ACA mantém os braços abertos para receber mais. “Estamos abertos para receber mais crianças. Devo dizer que isto não é um lar, mas sim uma casa normal que tem quatro quartos, sendo que o projecto é de albergar 200 crianças. Por falta de condições e espaço ainda estamos neste ponto.”

Associação de apoio à Criança Abandonada recebe ajuda de Big Nelo e do MOVE+

Falando das dificuldades, Mama Rosário salienta que “o maior problema é a alimentação e a saúde, porque para a educação temos o Ministério da Educação a apoiar”. Pelo meio, deixa agradecimentos aos ao “senhor Kayaya Júnior, porque ele tem sido uma pedra fundamental para esta casa.”

No evento, e além de Big Nelo, estiveram personalidades como Kayaya Júnior, Mona Nicastro, Zoca Zoca, Ludivânia Almeida, Marco Victor, Ricardo Alves, Mawete Júnior, Lukénia Gomes e Suely Rodrigues.

A MOVE+ visa mover a sociedade civil angolana e ir ao encontro do compromisso global dos desafios da sustentabilidade para um mundo incluso.

Angola

Ministro desmente o fim da importação da cesta básica

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O ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem, considerou ontem, em Luanda, serem falsas as informações que circulam sobre o fim da importação de produtos da cesta básica, mas admitiu a existência de um novo mecanismo que vai regular tais aquisições no estrangeiro.

Ministro do Comércio ao desmentir a proibição da importação de bens da cesta básica
Fotografia: Maria Augusta | Edições Novembro

Joffre Van-Dúnem, que falava à imprensa à margem de um seminário sobre “Parcerias Público-Privadas para Projectos de Infra-estruturas com Foco em Infra-estruturas e Serviços de Transportes”, apontou o Decreto Presidencial 23/19, de 13 de Janeiro, que determina os mecanismos e as condições que vão regular as importações de produtos da cesta básica e não só.
De acordo com a legislação vigente, disse Joffre Van-Dúnem, apenas devem importar produtos da cesta básica as empresas que têm alvará de grossistas e as que tenham alvará industrial.
“Mas, para importarem, estas empresas devem ter uma autorização. Assim sendo, não está proibida a importação. Acontece que, as empresas que pretendem importar produtos da cesta básica devem, junto dos departamentos ministeriais, solicitar o licenciamento de importação. Isto é para dar oportunidade de aumentar as quotas da nossa produção nacional no âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI)”, salientou.
Joffre Van-Dúnem anunciou uma lista de 54 produtos de produção nacional que podem dar resposta às necessidades da cesta básica, como a fuba de milho e bombó, farinha de trigo, ovos, arroz, açúcar e óleo de palma.
Joffre Van-Dúnem considerou ser necessário um trabalho que leve as empresas a concluírem a cadeia produtiva, que inclui a recolha, tratamento, embalagem e distribuição, facto que tem impedido maior visibilidade da produção nacional.

Formação para as parcerias
O Executivo continua a encarar as Parcerias Público-Privadas como alternativa mutuamente benéfica que pode servir para resolver problemas críticos. Nesta perspectiva, juntou técnicos e servidores públicos num ciclo de formação que iniciou ontem e termina quinta-feira, em Luanda, com vista a desenvolver competências e a conduzir a implementação de parcerias com maior eficiência.
Promovido pelo Ministério do Comércio, a União Europeia (UE) e a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (CNUCED), o encontro insere-se nas actividades do Programa de Apoio ao Comércio (ACOM).
Ao intervir no encontro, o embaixador da União Europeia em Angola, Thomas Ulicny, considerou as Parcerias Público-Privadas (PPP) uma ferramenta de longa duração que permite, de uma forma efectiva, a implementação de projectos de grande envergadura como são as infra-estruturas de transporte.
Segundo o embaixador, desde os anos 1990, mais de 1.700 PPP foram estabelecidas, contabilizando um valor total superior aos 330 mil milhões de euros. Ao nível de África, a União Europeia financia um projecto denominado Programa de Facilitação de Trânsito e Transporte no valor de 18 milhões de euros, com o objectivo de desenvolver e implementar políticas, legislação e regulamentos harmonizados nas regiões da África Oriental e Austral. No discurso de abertura, o secretário de Estado da Aviação Civil, António Cruz Lima, considerou as PPP um instrumento de desenvolvimento económico e para a implementação acelerada de infra-estruturas, em que o Estado e agentes privados partilham riscos, proveitos e responsabilidades em prol da melhoria qualitativa dos serviços prestados ao cidadão.
António da Cruz Lima prevê que o modelo de financiamento para a maior parte dos projectos em curso no sector dos transportes deverá atender necessariamente o estabelecimento de parcerias público-privadas.
Em carteira estão projectos como a construção do caminho-de-ferro que vai ligar Benguela à Zâmbia, a companhia de gestão e manutenção da rede ferroviária, a expansão do terminal de contentores de Luanda, a reabilitação e apetrechamento das oficinas gerais, o novo aeroporto de Mbanza Kongo e a reabilitação e construção do troço Zenza-Cacuso.

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