Ministra apela união em torno do combate à Covid-19

Luanda – A ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, destacou, nesta quinta-feira, em Luanda, a necessidade de as mulheres se unirem numa corrente solidária para a mitigação das consequências provocadas pela pandemia do Covid-19.

Conforme Carolina Cerqueira, numa mensagem lida no encerramento das Jornadas da Mulher Africana, é necessário se encontrar formas de estreitamento dos laços de humanismo, solidariedade, ajuda e assistência social e material às mulheres mais desfavorecidas, deslocadas, refugiadas, vítimas da violência, desempregadas, do sector informal da economia e as empreendedoras que sentem os efeitos da vulnerabilidade a afectar no dia a dia o seu equilíbrio físico e emocional e o aumento da precaridade da sua subsistência e das famílias.

“O confinamento social não pode e nem deve significar isolamento, mas sim reinventar de oportunidades, fortalecer a união, a conjugação de ideias, para juntas gizarem planos concretos, exequíveis, sustentados e resilientes para dar a nossa mão e o nosso amor às nossas irmãs do continente e do nosso país, em particular, que hoje mais do que nunca esperam receber da parte das lideranças políticas e da sociedade civil e parceiros do desenvolvimento mais que intenções mas sim acções imediatas e célere, integradas e a favor das populações em grande risco, pela sua sobrevivência e a retomada da sua actividade num contexto de confinamento e de respeito às medidas de biossegurança”, lê-se na mensagem.

Carolina Cerqueira reafirmou o empenho do Executivo angolano no desenvolvimento de iniciativas que garantam a protecção jurídica gratuita das mulheres, das crianças, a protecção dos idosos, o apoio social, assistência as famílias desestruturadas, em situação de risco, contando como sempre com a mão solidária dos parceiros, das igrejas, da sociedade civil, das pessoas colectivas e singulares.

Para a ministra, a crise sanitária está a criar uma crise económica sem precedentes que pode causar uma crise social em que a pobreza, o desemprego e a insuficiência de recursos vão empobrecer as já vulneráveis populações do continente, em particular as crianças, os idosos, as minorias e os doentes, aumentando a responsabilidade social de todos para apoiar os governos nesta demanda urgente de assistência e ajuda humanitária às populações mais necessitadas, que constitui a grande maioria do continente africano.

“A crise que atravessam os países africanos pode trazer consequências incontornáveis e nefastas na fragilização do tecido social e a desagregação familiar, tornando mais evidente à fome, a dependência económica, o tráfico de mulheres e crianças, a violência, o racismo, a discriminação e outras atitudes comportamentais negativas que ferem a integridade humana e avolumam a degradação dos valores e princípios fundamentais da convivência humana provocando, sobretudo, a negação da igualdade do género, da coesão e da participação efectiva de cada um e de todos na concretização dos ideais dos nossos antepassados e das valorosas fundadoras da Organização Pan-Africana da Mulher, lutadoras consequentes pela liberdade, pela paz e pela dignidade”, reforçou.

A ministra destacou o empenho Presidente da República, que na sua governação tem pautado para a representatividade do género em altas esferas do poder e encorajado e apoiado o crescimento de um vibrante e activo movimento feminino nacional, para que as mulheres em Angola levantem a sua voz e ganhem espaço nas decisões políticas, participação, integração económica e social, empoderamento a favor da paz, do desenvolvimento sustentado e humano e a inclusão e coesão social.

“O nosso apreço especial hoje é reafirmado que todas as mulheres angolanas, que na saúde, na protecção civil, na polícia, nas forças de defesa e segurança, no activismo social e cívico, na acção sólida das igrejas e nas diferentes frentes, tornam mais forte a nossa aliança solidária e elevam de forma indelével o patriotismo e o amor ao próximo”, asseverou a ministra.

Adiantou que as autoridades estão conscientes do momento difícil que atravessa o mundo e que particularmente as famílias africanas, em que a mulher como alicerce da comunidade e guardiã dos valores familiares tem representado o verdadeiro rosto de uma evidente e preocupante feminização da pobreza.

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