PIIM gera mais de 100 postos de trabalho na Catumbela

São beneficiários jovens dos 18 aos 30 anos idade, entre pedreiros, ajudantes, fiscais e cozinheiras, recrutados por empresas de construção e de fiscalização, na vila-sede do município da Catumbela e nas comunas do Biópio, Praia do Bebé e do Gama, onde, desde Maio último, decorrem as obras de construção de escolas primárias de sete salas de aula e de postos de saúde.

Em declarações à ANGOP, José Constantino, 22 anos, que há um mês conseguiu emprego na obra de construção de uma escola da comuna da Praia do Bebé, conta que encontrou no PIIM uma forma de ganhar a vida com dignidade.

O pedreiro, formado no pavilhão de artes e ofícios da Catumbela, confessa estar a ganhar mensalmente 35 ml kwanzas/mês e, com isso, pôde sustentar a família pela qual é responsável, daí esperar que o PIIM perdure.

António Baco, 18 anos, e Hilário Chilala, 20 anos, são dois ajudantes de pedreira que encaram o PIIM como a “porta aberta” para a sua inserção no mercado de trabalho, onde já auferem entre 20 mil e 30 mil kwanzas, respectivamente, para ajudar nas despesas da família.

Por exemplo, Hilário Chilala, que auxiliava na cofragem de varões para os pilares da obra de construção da primeira escola primária do bairro da Cabaia, na comuna do Gama, afirma que o objectivo agora é aprender e quiçá um dia ser mestre.

Já Daniel Lambi, 19 anos, regozijava-se de ter conseguido o seu primeiro emprego nas obras de construção de uma escola na comuna do Biópio. Com os 25 mil kwanzas que recebe no final de cada mês, ajuda a mãe, por sinal, uma vendedeira ambulante, e mais quatro irmãos menores de idade.

Também Pedro Capembe fugiu das dificuldades do Lobito e encontrou na comuna do Gama, na Catumbela, uma oportunidade de singrar na vida. “ Estou há um mês e neste momento estamos a fazer alicerces”.

Quem também ganha a vida trabalhando nos projectos do PIIM é Toni Manuel, 33 anos, depois de anos a fazer biscates. Com o emprego assegurado na empreitada do posto de saúde da serra da Kapalandanda, o jovem salienta que mensalmente põe na algibeira 31 mil kwanzas, dinheiro com que consegue fintar a crise.

Da “zunga” para o PIIM

Há sensivelmente uma semana, Laurinda Ngueleia, 29 anos, trocou a venda ambulante nas ruas agitadas da vila-sede da Catumbela pelo ofício de cozinheira numa empresa que constrói a escola do Gama.

“Cozinho arroz e funje com frango ou peixe”, confessa a jovem, ao mesmo tempo que se mostra feliz primeiro por ganhar mensalmente 25 mil kwanzas para sustentar os seus quatro filhos e também porque já não leva muito peso sobre a cabeça para conseguir o pão.

A propósito, o administrador municipal da Catumbela, Fernando Belo, olha para a criação de postos de trabalho como uma “boa notícia” e garante que à medida que mais projectos forem sendo executados, mais jovens terão oportunidade de sair do desemprego.

São o equivalente em kwanzas a dois mil milhões de dólares norte-americanos de investimentos com recursos do Fundo Soberano de Angola (FSDEA). O PIIM é um programa de iniciativa do Presidente da República, João Lourenço, e prevê a concretização de projectos de vias de comunicação, repartidos pela colocação de asfalto, reabilitação e terraplanagem de estradas.

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