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Angola

Angosat entra em órbita

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O primeiro satélite angolano Angosat 1 é lançado na manhã da próxima terça-feira na base de Baikonur, Cazaquistão (19h00 em Luanda), confirmou ontem, em Luanda, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação em conferência de imprensa.

Primeiro satélite angolano é lançado em órbita na próxima terça-feira no cosmódromo de Baikonur
Fotografia: Angop

José Carvalho da Rocha prometeu que os consumidores vão usufruir de serviços de telecomunicações de maior qualidade e com menos custos, com a entrada em funcionamento do satélite, construído ao longo de quatro anos.
A tecnologia  fornece produtos e serviços que proporcionem comunicação entre empresas e pessoas, encurtando distâncias e, ao mesmo tempo, minimizar a infoexclusão, contribuir activamente para o desenvolvimento socioeconómico e criar soluções de comunicação no mercado internacional.
O período de simulações em terra já está concluído e as condições atmosféricas já foram testadas, por isso tudo está preparado para o seu lançamento no dia 26. Após o lançamento, o satélite vai ser ensaiado durante três meses e só depois é que passa para o processo de vendas.
O ministro garantiu que o processo de comercialização do satélite já foi reservado até 40 por cento, o que constitui um bom indicador para a primeira fase. O objectivo é aumentar as vendas e já está a ser feito um trabalho de marketing para isso.
O Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação definiu que, para as vendas do satélite, 80 por cento da capacidade é vendida a empresas, para o investimento ser recuperado. Outros 20 por cento da capacidade do satélite estão disponíveis para necessidades estratégicas e acções sociais, para garantir, por exemplo, a Internet nas escolas, hospitais e em pequenas iniciativas desenvolvidas por jovens no ramo das telecomunicações e empreendedorismo. Os preços deste tipo de serviços são os mesmos praticados internacionalmente, apesar de que a estratégia do Executivo é torná-los atractivos.
O Angosat foi desenvolvido com o propósito de poder capacitar as empresas para o uso das tecnologias de comunicação mais modernas e inovadoras, possibilitando assim a promoção e o desenvolvimento de novos produ­tos e serviços de informação e comunicação.
José Carvalho da Rocha garantiu que, com o lançamento do satélite, a população passa a ser servida com um serviço de melhor qualidade e com menos custos. O Angosat vai fornecer serviços de suporte às telecomunicações electrónicas, incluindo a prestação de serviços em banda larga e de televisão.
O ministro disse que uma das formas de garantir a viabilidade e a auto-sustentabilidade do processo foi apos­tar na formação de jovens angolanos.
O investimento no satélite foi gerido por três contratos, nomeadamente o da construção, aluguer do segmento espacial e do segmento terrestre. Este conjunto ficou avaliado em 320 milhões de dólares, financiados por um consórcio de bancos liderados pelo VTB da Rússia, no qual a responsabilidade do Governo angolano foi  garantir a formação dos especialistas e a construção de infra-estruturas em terra que assegurem o apoio dos serviços de gestão do satélite.
José Carvalho da Rocha disse que foi um grande investimento, mas com um retorno garantido, com o pagamento dos serviços pelas operadoras que actuam no país que actualmente gastam em média entre 15 milhões e 20 milhões de dólares.
Com o Angosat, as operadoras passam a ter serviços com preços mais acessíveis e em kwanzas. “Vamos ter a capacidade política de pressionar as empresas a baixarem as tarifas actuais do mercado”, disse o ministro que lembrou que todo o utilizador pretende sempre falar mais e pagar menos, daí o que Executivo queira estabelecer uma política de preços que estejam à altura de todos os bolsos.

Outros projectos

Além do lançamento do Angosat 1, o Executivo dispõe de dois projectos a serem interligados aos serviços do satélite, avaliados em 260 milhões de dólares, nomeadamente o Programa Espacial Nacional que impõe várias acções nas áreas da economia, fundamentalmente na Indústria, na Agricultura e na formação.
O outro é o Angola Cables, um investimento público privado, participado pela Angola Telecom, Unitel, Movicel, MS Telecom e Mundo Startel. Ambos os projectos podem estar concluídos ainda em 2018 e vão garantir maior acesso à Internet, tornando-a mais barata e rápida.
O país tem igualmente um outro projecto no sector das telecomunicações. Trata-se do cabo submarino de fibra óptica, que vai ligar Luanda ao estado de Ceará, no Brasil, e que visa melhorar e reduzir os custos.

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Angola

Números sem registo são desactivados

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Unitel, Movicel e Angola Telecom suspendem amanhã os serviços aos clientes que não regularizaram a situação contratual do registo de dados dos utentes dos serviços de telecomunicações electrónicas, anunciou ontem, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração do Inacom.

Operadores começam amanhã a desactivar números telefónicos sem a actualização do registo
Fotografia: Edições Novembro |

Leonel Augusto referia-se ao registo de utentes iniciado em 2014 e realizado pelos operadores do mercado das telecomunicações ao abrigo de um Decreto Executivo de Janeiro desse ano.
Leonel Augusto disse  que “não há prorrogação de prazo dos registos para os números de telefone”, embora os suspensos podem ser activados com a apresentação de um documento válido nos balcões dos operadores.
Números avançados por Leonel Augusto apontam para o registo de cerca de 11,4 milhões de números de telefone da rede móvel, o que representa 95 por cento da base total de clientes activos.
Foram suspensos 1,234 milhões de números de telefone por não estarem registados, estando cerca de 500 mil por desactivar, mas ainda faltam cinco por cento dos terminais por registar.
O processo envolveu dois mil empregados dos operadores telefónicos do mercado e foi realizado em três fases que consistiram na criação de uma plataforma para alojar os dados do processo, sensibilização e o registo.
Durante a actualização foram criadas brigadas móveis constituídas pelos operadores com o objectivo de ir ao encontro dos utentes nos locais de trabalho, escolas, mercados e locais de diversão, onde, de forma simples, foi possível sensibilizar e actualizar dados.
Em relação aos utentes que não dispunham de documentos de identificação válidos, a Comissão de Trabalho Interministerial do Processo utilizou um mecanismo previsto no Decreto Executivo que permitiu aos utentes regularizar a sua relação com o operador mediante a apresentação de dois utentes com a situação já regularizada, como testemunhas no acto de registo.
Para os cidadãos estrangeiros considerou-se a apresentação de um documento válido de identificação, como o passaporte e o visto ou o cartão de residente

Rede Unitel 
O director das Relações Institucionais da Unitel, Humberto Mbote, disse que cem por cento dos clientes activos da companhia já estão registados e confirmou que os números suspensos ainda podem ser registados.
Para agilizar o processo dos números suspensos, a Unitel contratou temporariamente mais de 300 colaboradores, para darem apoio a mais de mil que trabalham em todo o país neste processo. “As condições estão garantidas e espero que os utentes adiram, porque é rápido, fácil e gratuito”, sublinhou.

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