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Tecnología

Huawei vende mais de 100 milhões de smartphones em 2017

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O crescimento da Huawei não parece ter fim à vista e o novo recorde atingido pela marca corrobora esta tese. Depois de subir vários lugares no mercado global de vendas de smartphones, depois de se tornar na empresa mais lucrativa do segmento Android, e depois de vender mais equipamentos móveis do que a Apple nos meses de junho e julho, a tecnológica chinesa anunciou esta semana que já vendeu mais de 100 milhões de telemóveis em 2017.

A ambição da empresa em apanhar os dois maiores nomes desta indústria é clara e tem sido consecutivamente repetida por responsáveis da marca. Mais recentemente, o CEO Richard Yu disse mesmo que a Huawei ia acabar por ultrapassar Apple e Samsung. “É o nosso destino. Talvez não esteja a ser humilde, mas ninguém nos pode parar”, afirmou em entrevista ao portal Android Authority.

Como sublinha a imprensa internacional, a base de vendas da gigante chinesa tem sido solidificada ao longo dos anos, através de equipamentos de baixa e média gama, que são vendidos em massa na Europa e na Ásia. A reputação dos topos de gama chegou mais recentemente, com o sucesso de telefones do segmento mais alto, como o Huawei P9 e as últimas propostas da linha Mate.

Note, no entanto, que estes números foram alcançados sem qualquer ajuda do mercado norte-americano, onde a marca ainda não tem presença. A situação, contudo, deverá mudar brevemente, uma vez que a expansão está nos planos da empresa.

Os 100 milhões de unidades vendidas nos primeiros nove meses de 2017 representam um crescimento de 19% face ao mesmo período de 2016 e um consequente aumento nas receitas a rondar os 30%. Para além da qualidade e do preço dos equipamentos, o sucesso da empresa pode explicar-se pela multiplicação dos pontos de venda a que se tem assistido desde o início do ano. Nesta altura, sublinha o Android Authority, já são mais de 42.300 em todo o mundo.

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Angola

Angosat entra em órbita

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O primeiro satélite angolano Angosat 1 é lançado na manhã da próxima terça-feira na base de Baikonur, Cazaquistão (19h00 em Luanda), confirmou ontem, em Luanda, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação em conferência de imprensa.

Primeiro satélite angolano é lançado em órbita na próxima terça-feira no cosmódromo de Baikonur
Fotografia: Angop

José Carvalho da Rocha prometeu que os consumidores vão usufruir de serviços de telecomunicações de maior qualidade e com menos custos, com a entrada em funcionamento do satélite, construído ao longo de quatro anos.
A tecnologia  fornece produtos e serviços que proporcionem comunicação entre empresas e pessoas, encurtando distâncias e, ao mesmo tempo, minimizar a infoexclusão, contribuir activamente para o desenvolvimento socioeconómico e criar soluções de comunicação no mercado internacional.
O período de simulações em terra já está concluído e as condições atmosféricas já foram testadas, por isso tudo está preparado para o seu lançamento no dia 26. Após o lançamento, o satélite vai ser ensaiado durante três meses e só depois é que passa para o processo de vendas.
O ministro garantiu que o processo de comercialização do satélite já foi reservado até 40 por cento, o que constitui um bom indicador para a primeira fase. O objectivo é aumentar as vendas e já está a ser feito um trabalho de marketing para isso.
O Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação definiu que, para as vendas do satélite, 80 por cento da capacidade é vendida a empresas, para o investimento ser recuperado. Outros 20 por cento da capacidade do satélite estão disponíveis para necessidades estratégicas e acções sociais, para garantir, por exemplo, a Internet nas escolas, hospitais e em pequenas iniciativas desenvolvidas por jovens no ramo das telecomunicações e empreendedorismo. Os preços deste tipo de serviços são os mesmos praticados internacionalmente, apesar de que a estratégia do Executivo é torná-los atractivos.
O Angosat foi desenvolvido com o propósito de poder capacitar as empresas para o uso das tecnologias de comunicação mais modernas e inovadoras, possibilitando assim a promoção e o desenvolvimento de novos produ­tos e serviços de informação e comunicação.
José Carvalho da Rocha garantiu que, com o lançamento do satélite, a população passa a ser servida com um serviço de melhor qualidade e com menos custos. O Angosat vai fornecer serviços de suporte às telecomunicações electrónicas, incluindo a prestação de serviços em banda larga e de televisão.
O ministro disse que uma das formas de garantir a viabilidade e a auto-sustentabilidade do processo foi apos­tar na formação de jovens angolanos.
O investimento no satélite foi gerido por três contratos, nomeadamente o da construção, aluguer do segmento espacial e do segmento terrestre. Este conjunto ficou avaliado em 320 milhões de dólares, financiados por um consórcio de bancos liderados pelo VTB da Rússia, no qual a responsabilidade do Governo angolano foi  garantir a formação dos especialistas e a construção de infra-estruturas em terra que assegurem o apoio dos serviços de gestão do satélite.
José Carvalho da Rocha disse que foi um grande investimento, mas com um retorno garantido, com o pagamento dos serviços pelas operadoras que actuam no país que actualmente gastam em média entre 15 milhões e 20 milhões de dólares.
Com o Angosat, as operadoras passam a ter serviços com preços mais acessíveis e em kwanzas. “Vamos ter a capacidade política de pressionar as empresas a baixarem as tarifas actuais do mercado”, disse o ministro que lembrou que todo o utilizador pretende sempre falar mais e pagar menos, daí o que Executivo queira estabelecer uma política de preços que estejam à altura de todos os bolsos.

Outros projectos

Além do lançamento do Angosat 1, o Executivo dispõe de dois projectos a serem interligados aos serviços do satélite, avaliados em 260 milhões de dólares, nomeadamente o Programa Espacial Nacional que impõe várias acções nas áreas da economia, fundamentalmente na Indústria, na Agricultura e na formação.
O outro é o Angola Cables, um investimento público privado, participado pela Angola Telecom, Unitel, Movicel, MS Telecom e Mundo Startel. Ambos os projectos podem estar concluídos ainda em 2018 e vão garantir maior acesso à Internet, tornando-a mais barata e rápida.
O país tem igualmente um outro projecto no sector das telecomunicações. Trata-se do cabo submarino de fibra óptica, que vai ligar Luanda ao estado de Ceará, no Brasil, e que visa melhorar e reduzir os custos.

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